O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/10/2020

O filme norte-americano “Filadélfia”, retrata a epidemia do HIV nos Estados Unidos nas décadas de 80 e 90, mostrando o drama vivenciado pela população estadunidense. Nesse sentido, fora da ficção, a realidade é um pouco semelhante, afinal, o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros vem aumentando consideravelmente. Logo, os principais fatores que corroboram essa patologia social que tira o bem-estar de muitos indivíduos são: falta de conhecimento da população no que refere à essa temática e à negligência do sistema de saúde em diagnosticar e cuidar desses pacientes.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nessa ótica, o Ministério da Saúde, no ano de 2016, atestou oficialmente que o Brasil se encontra em uma grave epidemia de sífilis, fazendo com que as doenças sexualmente transmissíveis tornassem uma questão de saúde pública. Nesse viés, a falta de informação de muitos jovens acerca da gravidade desse assunto é um dos impulsionadores no aumento de DSTs, afinal, muitos jovens de maneira inconsequente praticam relações sexuais sem nenhum tipo de proteção e, quando usam, é apenas com o intuito de evitar uma gravidez. Além disso, muitas famílias não discutem com os seus filhos sobre questões sexuais e não dão as devidas orientações, deixando claro que o sexo é um tabu e corrobora a geração de uma juventude desinformada acerca dos perigos dessas enfermidades.

Em segundo plano, a Constituição Federal de 1988 assegura a todo e qualquer cidadão o direito à saúde e bem-estar. Nesse ínterim, fora das escrituras, a realidade é diferente, pois o sistema de saúde público não dispõe de uma rede especializada que cubra a demanda de soropositivos existente no Brasil e nem de profissionais para atender esses casos isolados. Ademais, a demora no diagnóstico de indivíduos suspeitos infectados com alguma DST contribui ainda no aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens, visto que muitos são assintomáticos e nem sequer sabem se estão contaminados, fazendo com que o agente etiológico se propague e afete outros indivíduos. Diante disso, medidas precisam ser tomadas e urgentes para minimizar essa mazela social.

Destarte, cabe às escolas adotarem um modelo de ensino politizador a fim de que nas séries mais avanças, como no ensino médio, os adolescentes sejam educados por meio de simpósios, cartilhas e teatros sobre os perigos das doenças sexualmente transmissíveis, conscientizando-os sobre o uso de preservativo durante as relações sexuais, com o fito de preservarem a sua saúde e a do parceiro também. Somado a isso, as famílias devem manter diálogos com seus filhos acerca desse assunto, orientando-os e levando em consultas rotineiras, minimizando, assim, a probabilidade de contrair DSTs.