O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/10/2020

No convívio social hodierno brasileiro, é perceptível o aumento no índice de propagação das doenças sexualmente transmissíveis. Esse cenário mantém-se devido à deturpada formação psicossocial do indivíduo por parte da família, bem como à leniência e à inexpressidade do Estado quanto à instrução sexual efetiva dos cidadãos. Nessa conjuntura, a ausência de informação configura um grave problema social, requerendo ações com o fito de atenuar essa condição.

Sob esse viés, de acordo com Émile Durkheim, a família é uma instituição de grande relevância na formação do indivíduo enquanto componente social. Na perspectiva do pensando citado, vale salientar que a falta de elucidação sexual aos mais jovens por parte da família gera o aumento das infecções sexualmente transmissíveis, visto que a educação sexual proveniente dos pais ou responsáveis é, de forma geral, a mais pertinente para maximizar valores básicos de comportamento posteriormente. Dessa maneira, é evidente que sem o discernimento adequado quanto à utilização dos métodos de prevenção, sem a consciência das consequências do não uso, é gerada a infrequência desse recurso, que pode, automaticamente, culminar no crescimento das doenças em questão.

Outrossim, a Organização Mundial da Saúde divulga que um milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem DSTs curáveis por dia. Nessa conjuntura, pode-se reforçar que a negligência quanto à utilização dos serviços de prevenção é altamente recorrente. Desse modo, vale ressaltar a leniência do Estado como outro agravante da problemática abordada, de modo que a ausência de educação sexual e de esclarecimento nas escolas, por exemplo, geram adultos desinformados acerca dos efeitos negativos do não emprego de preservativos, o que reflete no quadro citado pela OMS. Destarte, sem conhecimento não há prevenção. Por isso, é necessário mais investimentos governamentais que alcancem ao público jovem, prevenindo e evitando o aumento das transmissões, por meio da conscientização dos efeitos negativos da indiligência no que diz respeito ao não uso dos preservativos.

Portanto, são vários os desafios para o combate ao aumento das DSTs no cenário brasileiro. Por isso, cabe ao Estado desenvolver mais projetos em escolas, periodicamente, por meio da realização de palestras e debates com estudantes e profissionais da saúde acerca da educação sexual, com o intuito de, por intermédio do conhecimento, mitigar futuros casos de contrações e de transmissões das doenças sexualmente transmissíveis. Ademais, cabe ao Governo realizar mais campanhas publicitárias sobre a importância da orientação por parte do grupo familiar no que tange à vida sexual dos jovens, com a finalidade de aumentar o engajamento da família no diálogo e, consequentemente, torná-los adultos informados.