O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/10/2020
Na mitologia grega, o semideus Minos se envolveu romanticamente com a filha do rei de Atenas, todavia, para não matá-la, como ocorrido com suas outras amantes devido seu sêmen possuir serpentes, o rapaz envolveu seu órgão sexual numa bexiga de cabra. Contudo, longe dos mitos, apesar das civilizações contemporâneas possuírem avanços cientifico e informacional, o aumento da propagação de Doenças Sexuamente Transmissíveis (DSTs) ainda é um grave problema que causa inúmeras mortes silenciosas pelo globo terrestre. Assim, é impreterível a discussão sobre a banalização da sociedade verde-amarela sobre o assunto e a negligência governamental.
Em primeiro plano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 25 pessoas do mundo possui DST, e milhares de novos casos surgem diariamente. Isso evidência a necessidade de se promover a conscientização social – principalmente nos jovens brasileiros - para romper preconceitos quanto ao uso de camisinhas e a realização de exames preventivos. Nessa lógica, a curto prazo seria visível o aumento da qualidade de vida da população, que estaria mais protegida de danos degenerativos e num longo período, seria possível o aumento da expectativa de vida da juventude do Brasil, visto que o mais novos são mais propensos à atividades arriscadas.
Em segundo lugar, de acordo com a psicóloga Ilana Pinsky, uma pesquisadora que coordenou um estudo que comprovou que quase 40% dos jovens brasileiros não usam camisinha, alerta que o fato dos números serem tão alarmante é motivado pelos jovens da sociedade hodierna não terem presenciado a epidemia da aids de 1980. Outrossim, é válido citar que se o Estado desenvolvesse mais campanhas socioeducativas, demonstrando até cortes históricos, como o mito de Minos, poderia diminuir o índice de gastos de verba pública no combate a DSTs no Brasil, pois teria uma população mais cautelosa e reutilizar essa verba no estudo da cura da Aids, síndrome grave como foi a Varíola.
Dessa forma, para resolução de tais obstáculos, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, crie projetos socioeducativos que sejam transmitidos nas redes de comunicação brasileira sobre os dados de epidemias anteriores à Geração Z, de modo a demonstrar que DSTs podem causar grandes complicações físicas, psicológicas e causar a morte se não tratadas. Além disso, por meio desses programas, deve-se explicar como prevenir-se das doenças atuais e incentivar a população a realizar exames semestrais para manutenção do corpo sadio. Essas medidas fornecerão conhecimentos às famílias brasileiras de como lidarem com doenças sexuais e darão aos jovens uma maior expectativa de vida saudável.