O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/10/2020
Cada vez mais jovens são infectados com DSTs no brasil. Paradoxalmente, nos anos 80, o Brasil vivia um desafio, a epidemia de HIV, que assolava boa parte do mundo, foram tempos difíceis, os infectados contavam com poucos recursos e a ciência não tinha um terço das respostas que se tem hoje sobre a doença. Preconceito, medo, incerteza e desinformação eram recorrentes naquela época e, embora tenha se passado 40 anos, mesmo que essa seja apontada como a era da informação, elas ainda são.
Inumeráveis são as vidas levadas pelo contagio por doenças sexualmente transmissíveis todos os anos. Embora nos pareça muito tempo, boa parte das DSTs foram descobertas no século passado e para história da humanidade isso representa alguns segundos. Todavia, também em menos de um século nos tornamos extremamente conectados, a velocidade da informação nos últimos 20 anos nos tornou aptos a ter, de forma instantânea, acesso aos últimos surtos de doenças local e globalmente, além das informações atualizadas de como se proteger.
É indiscutível o quão contraditória são essas duas realidades e as problemáticas envolvendo a questão podem ser diversas. A desigualdade ao acesso a informação, o tabu que as questões sexuais enfrentam no Brasil, a falta de diálogos sobre o tema e até mesmo acesso a informação de má qualidade, são recorrentes e dificultam a prevenção dessa doença. As pessoas sabem sobre as DSTs e ninguém quer se infectar, mas a dúvida é o quanto as elas sabem.
Será necessário investimento em propagandas direcionadas as pessoas mais vulneráveis e que não tem acesso a informação, deve haver a promoção de debates sobre as DSTs e a vida sexual nas escolas, comunidade e nos meios de comunicação. Também emponderar e encorajar pessoas que sofrem com as DSTs a falarem e criarem grupos de apoio, debates com toda sociedade sobre suas condições de vida e como elas lidam com as suas doenças, pois é uma luta que envolve a todos.