O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/10/2020
Sífilis, Aids, gonorreia. Diversas são as doenças e infecções que acometem os jovens a partir de uma conduta sexual pouco segura. A desinformação de parte desses a respeito da gravidade das DSTs faz com que haja maior utilização de métodos contraceptivos, como as pílulas anticoncepcionais, em detrimento dos preservativos. Dessa forma, há o aumento do número de infectados, bem como da pressão sobre o sistema público de saúde.
Em primeira análise, a pílula anticoncepcional lançada no mercado em 1960 foi um grande avanço relacionado a autonomia feminina, uma vez que torna possível a opção entre ter ou não filhos. No entanto, esse método não previne a transmissão de vírus e bactérias durante o contato sexual, o que torna imprescindível o uso da camisinha. Contudo, em virtude da existência de um tabu em relação a questão sexual, a família apresenta dificuldades ao orientar e esclarecer as dúvidas dos jovens. Ainda, há ineficiência do Estado em assegurar campanhas de prevenção, não apenas em períodos específicos como o carnaval, mas em tempo integral.
Além disso, o Artigo 196 da constituição determina que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Logo, o sistema público de saúde é responsável pelo tratamento dos doentes. Porém, os sintomas provocados pelas infecções variam de feridas cutâneas a câncer o que envolve várias áreas da medicina e, consequentemente, sobrecarrega o sistema. Desse modo, há o comprometimento das campanhas de prevenção e dos diagnósticos precoces, o que favorece o aumento da contaminação.
A urgência de medidas para erradicar a transmissão é incontestável, portanto, cabe ao Ministério da Saúde investir em campanhas midiáticas voltadas para o público jovem, utilizando influenciadores digitais que devem explicar o que são as DSTs e os métodos de prevenção com intuito de fornecer conhecimento em escala nacional. Ademais, as escolas precisam promover aulas de educação sexual para que os adolescentes tenham ciência antes de dar início a vida sexual.