O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 26/10/2020
A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. Todavia, é evidente a ausência desse princípio quando se observa o aumento das infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio, o qual ocorre não só devido à omissão da família e das escolas, mas também da banalização do sexo pelas mídias sociais.
Vale destacar, de início, que segundo o filósofo Michel Foucault, “O debate sobre as relações sexuais é fundamental para o desenvolvimento humano.” No entanto, a família, ao encarar as discussões referente às práticas sexuais como um tabu, provoca o distanciamento dos filhos acerca desse assunto. Além disso, as escolas adotam uma postura errônea ao considerar que tratar de teses sexuais com crianças e adolescentes seriam um incentivo para iniciarem, de forma precoce, a vida sexual. Para tal, basta analisar os dados da revista Veja, de 2020, a qual ressaltou que somente 14% dos adolescentes recebem orientação a respeito de “sexo seguro”. Desse modo, a falta de diálogo familiar, aliada à negligência das escolas, contribuem para o agravamento de questões como a gravidez precoce e, principalmente, casos de IST’s entre os jovens.
Faz–se mister, ainda, salientar que a coletividade vive em meio a um “Estado de Anomia”, definido pelo sociólogo Émile Durkheim, como um profundo espaço de descontrole social, em virtude da banalização do sexo pelas tecnologias. Isso pode ser explicado pelo conteúdo que é passado para o público jovem, uma vez que, raramente, divulgam informações de cunho educativo a respeito dos prejuízos que a falta de conhecimento sexual pode causar. Nessa perspectiva, o jovem trivializa o sexo exposto na mídia e, ao se relacionar de forma irresponsável com outra pessoa, por exemplo, sem o uso de preservativos, acaba por contrair infecções. Dessa maneira, é inaceitável que a banalização do sexo nas mídias sociais continue a favorecer o aumento de IST’s entre os jovens brasileiros.
Portanto, com o intuito de diminuir as IST’s entre os jovens no Brasil, é essencial que o Ministério da Educação, o qual tem como função empreender ações à execução do bem comum, deve incluir educação sexual no currículo escolar, por meio de palestras destinadas aos alunos e seus pais, sobre os riscos que a falta de informações podem causar, com o objetivo de esclarecer o tema e reeducar a família, tendo em vista sua importância na transformação e conscientização desses adolescentes. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as redes de televisões, criar propagandas com a finalidade de orientar o público juvenil acerca dos perigos de se contrair IST’s. Assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar geral, destarte, a nação desfrutará dos direitos garantidos pela Carta Magna.