O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/10/2020
Segundo Platão, a qualidade de vida tem grande importância, de tal modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, essa não é a realidade de muitos jovens brasileiros, que sofrem com o problema do aumento de DSTs. Com isso, ao invés de agir para tentar se aproximar da idealização platônica, a falta de conversa com os pais e a falta do ensino de saúde sexual em algumas escolas contribuem para que esse problema persista.
Em primeiro lugar, um fator que auxilia para o aumento de DSTs entre jovens e adolescentes brasileiros é a falta de conversas com seus responsáveis. Esse fator é visto na série ‘‘Sex Education’’, a qual expõe a realidade de muitos jovens, que com vergonha de conversar com seus pais sobre relações sexuais, pedem ajuda aos colegas. O problema dessa prática, é a disseminação de ideias falsas sobre o sexo e a falta de alerta de métodos contraceptivos e DSTs. Em suma, essa falta de intimidade de alguns jovens com as suas famílias resulta no aumento de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.
Ademais, outro fator que fomenta para que essa má qualidade de vida, gerada pelas DSTs, continue é a carência do ensino á saúde sexual nas escolas brasileiras. Esse fator foi notório no Brasil em 2018, onde houve um grande boato sobre ‘‘Kit Gay’’, na verdade, era uma tentativa de instalação de ensino a saúde sexual nas escolas públicas e privadas, que foi muito mal vista por alguns adultos. Em virtude dessa resistência ao ensino sexual, a UNIaids informou que houveram 48 mil novos casos brasileiro de DSTs. Logo, é inquestionável que a ausência de conversa relacionadas ao sexo e a falta de ensino sexual nas escolas influencia para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens brasileiros.
Evidencia-se, portanto, uma tomada de medidas que aprexime a realidade dos jovens brasileiros com a realidade platônica. Nesse viés, cabe as escolas optarem pelo ensinamento da saúde sexual, por meio de palestras e projetos, deve esclarecer as dúvidas sobre o assunto e atuar na distribuição de preservativos, a fim de amenizar o aumento dessas doenças e para que os jovens saibam do assunto e não precisem recorrer aos colegas, como visto em ‘‘Sex Education’’. As famílias também devem ajudar nessa aproximação, esclarecendo sempre as dúvidas dos jovens e não ter vergonha de falar abertamente sobre esse assunto, muito menos ver com maus olhos, como ocorrido em 2018. Somente assim, os haveria uma diminuição nos casos de DSTs entre os jovens, e por fim, eles viveriam bem, seguindo o padrão de Platão.