O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/10/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. Todavia, é evidente a ausência desse princípio quando se observa o aumento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTS) entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio, o qual ocorre não só devido à omissão da família e das escolas, mas também da banalização do sexo pelas mídias sociais.

Vale destacar, de início, que, segundo o filósofo Foucault, “o debate sobre as relações sexuais é fundamental para a construção humana.” No entanto, a família, ao encarar as discussões referente às práticas sexuais como um tabu, provoca o distanciamento dos filhos acerca desse assunto. Além disso, as escolas falham ao considerar que tratar de teses sexuais com adolescentes seriam um incentivo para iniciarem, de forma precoce, a vida sexual. Para tal, basta analisar os dados da revista Veja, de 2020, a qual ressaltou que apenas 14% dos jovens recebem orientação a respeito de “sexo seguro”. Desse modo, a falta de diálogo familiar, aliada à negligência das escolas, contribuem para o agravamento de questões como a gravidez precoce e, principalmente, casos de ISTS.

Faz–se mister, ainda, salientar que a coletividade vive em meio a um “Estado de Anomia”, definido pelo sociólogo Émile Durkheim como um profundo espaço de descontrole social, em virtude da banalização do sexo pelas tecnologias. Isso pode ser explicado pelo conteúdo que é passado para o público jovem, uma vez que, raramente, divulgam informações de cunho educativo a respeito dos prejuízos que a falta de conhecimento sexual pode causar. Nessa perspectiva, é fundamental verificar a matéria do portal de notícias “G1”, de 2020, a qual destaca que 82% das infecções sexuais, estão relacionadas à não utilização de preservativos, especialmente em razão da trivialização do sexo exposto na mídia. Dessa maneira, é inaceitável que a banalização do sexo nas mídias sociais continue a favorecer o aumento de ISTS entre os jovens brasileiros.

Portanto, com o intuito de diminuir as ISTS entre os jovens no Brasil, cabe ao Ministério da Educação, o qual tem como função a preservação do bem comum, incluir a educação sexual no currículo escolar, por meio de palestras ministradas por professores, as quais serão destinadas aos alunos e seus pais, sobre os riscos que a falta de informações podem causar, com o objetivo de reeducar a família, tendo em vista sua importância na conscientização desses adolescentes. Ademais, compete ao Ministério da Saúde, em parceria com as redes de televisões, criar propagandas com a finalidade de orientar o público juvenil acerca dos perigos de se contrair ISTS. Assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar geral, destarte, a nação desfrutará dos direitos garantidos pela Carta Magna.