O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/10/2020
Muitos foram os métodos contraceptivos e profiláticos até se chegar nos atuais e melhorados meios de prevenção, tanto contra doenças quanto a gravidez indesejada. Embora o mundo tenha evoluído, os índices de ISTs ( Infecções Sexualmente Transmissíveis) vêm crescendo, principalmente entre jovens. Visto que estes têm recebido muita pressão na prevenção da gravidez e pouco se discute sobre as doenças sexualmente transmissíveis.
Em primeira análise, é evidente que os jovens por sua maioria banalizam as profilaxias por considerarem as contracepções da gravidez, como o anticoncepcional, suficientes, demonstrando uma alarmante desinformação e irresponsabilidade. Nessa perspectiva, o livro “ Depois daquela viagem” de Valéria Polezzi, retrata a realidade dos jovens brasileiros, onde a mesma conta a história de como contraiu o vírus HIV em sua primeira relação. Além disso, a questão sexual no brasil ainda é um tabu. Haja vista que este, apesar dos elevados índices de desestruturação familiar, demonstra uma base patriarcal, no que se refere às ISTs.
Nesse sentido, em conformidade com o famoso educador brasileiro Paulo Freire “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. Sob essa ótica, observa-se que camuflar o conhecimento é prejudicial para a sociedade.
Depreende-se, portanto, a relevância de que o jovem esteja antenado a toda e qualquer informação sobre as possíveis infecções relatadas a partir do ato sexual desprotegido. Para que isso ocorra , faz-se necessário que o Ministério da educação manifeste-se proporcionando módulos específicos para a educação sexual dos jovens a partir dos 15 anos. Assim, haverá um ambiente mais saudável que colabore com a saúde do país.