O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/10/2020
Há 3 mil anos, quando os egípcios enrolavam suas partes íntimas em linho, pouco mudou acerca do “design” da camisinha. Na contemporaneidade, a ciência a deixou mais fina, higiênica e eficiente. Todavia, de forma errônea muitos jovens não a usam. Com efeito, há o aumento de DST e sobrecarga no sistema de saúde.
Deveras, a contração de DST entre os jovens aumenta. Acerca disso, conforme o Ministério da Saúde, somente 56% das pessoas entre 15 e 24 anos utilizam preservativo durante o ato sexual. Isso porque a tarefa que incumbe aos pais de falar sobre sexo como algo natural ainda é um “tabu”. Por conseguinte, as dúvidas sobre sexo são sanadas na internet, por meio da pornografia e não com os pais ou profissionais da saúde.
Aids, sífilis, gonorreia, essas são algumas das doenças causadas pelo não uso do preservativo. Sobre isso, a exemplo, estima-se que no Brasil cerca de 900 mil pessoas vivem com o vírus do HIV, cujo custo aos cofres públicos gira em torno de 5 mil reais “per capita”, conforme Ministério da Saúde. Assim, a inutilização do preservativo trás, além de danos individuais, coletivos. Pois recursos da saúde escoam para a demanda criada por negligência que poderia ser evitada.
Logo, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas que conscientizem os jovens sobre a importância do uso do preservativo na anulação das DST e da aquisição do conhecimento do assunto através dos pais ou profissional de saúde, por meio da internet e com auxílio de influenciadores digitais, visto que suas ideias são amplamente aceitas pelos jovens. Ademais, incumbe ao Ministério da Educação disponibilizar aulas destinadas aos pais, que tratem sobre o diálogo acerca da temática sexual, ministradas por meio de profissionais da saúde, para que os pais estejam preparados para tratar desse assunto. Com isso, além de eficiente atualmente, a camisinha será, também, amplamente usada e as DST serão anuladas.