O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/11/2020

Instrução sexual como ferramenta anuladora de DSTs

Desde 3 mil anos, quando os egípcios enrolavam suas partes íntimas em linho, pouco mudou acerca do “design” da camisinha. Na contemporaneidade, a ciência a deixou mais fina, higiênica e eficiente. Todavia, de forma errônea, os jovens não a usam. Com efeito, há o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e sobrecarga no sistema de saúde.

De fato, a contração de DSTs entre os jovens aumenta. Isso porque, conforme o Ministério da Saúde, somente 56% das pessoas entre 15 e 24 anos utilizam preservativo durante o ato sexual. Acerca disso, na base do problema, percebe-se que a tarefa incumbida aos pais de falar sobre sexo com os filhos é um “tabu”. Por conseguinte, as dúvidas são mal esclarecidas por meio da internet, com amigos ou pornografia, e não com os pais ou profissionais da saúde.

Como reflexo secundário, além do dano individual com as DSTs adquiridas, há sobrecarga no sistema de saúde. Sobre isso, a exemplo, estima-se que, no Brasil, cerca de 900 mil pessoas vivem com o vírus da Aids e custam, cada um, 5 mil reais ao sistema de saúde, conforme Ministério da Saúde. Dado isso, a inutilização do preservativo faz com que, recursos da saúde, escoem para atender a uma demanda da Aids e de outras doenças, criadas por negligência, as quais poderiam ser evitadas.

Destarte, é preciso que o Ministério da Saúde gere campanhas, por meio da internet, com auxílio de influenciadores, visto que suas ideias são amplamente aceitas pelos jovens, para conscientizá-los sobre o uso do preservativo e importância da aquisição do conhecimento do assunto sexual por meio dos pais ou trabalhadores da saúde, para anular as DSTs. Em adição, o Ministério da Educação deve promover, por meio de psicólogos, aulas para os pais sobre educação sexual dos filhos, com a finalidade de quebrar o “tabu” do falar sobre sexo em casa. Desse modo, os jovens utilizarão preservativo e os índices de DSTs serão anulados.