O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/11/2020
Na atualidade, têm aumentado os casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre os jovens, os principais atingidos. No Brasil, esse cenário é evidente, mostrando uma realidade preocupante. Nesse sentido, houve grandes avanços no País em questão de acesso a tratamentos para as DSTs, como a Aids. Contudo, ainda existem desafios em relação à prevenção e ao acesso à informação sobre essas doenças por parte da juventude, sendo necessárias medidas para mitigar esses impasses.
Em primeiro plano, é importante destacar a epidemia de Aids que teve início na década de 1980, sendo a população jovem o principal grupo de risco. No Brasil, nessa época, foram bem-sucedidos os esforços para conter essa doença, por meio da garantia do acesso ao sistema de saúde e aos tratamentos de forma gratuita e sem muitas burocracias, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o programa brasileiro de tratamento como o mais avançado do mundo. Contudo, apesar de um maior controle das DSTs, como aconteceu com a Aids, no País, paradoxalmente, os jovens têm sido contaminados em números crescentes.
Nessa perspectiva, entre os desafios em relação à prevenção dessas doenças, observa-se a dificuldade em se abordar sobre sexo, o que gera maior desinformação por parte da juventude. No artigo “corpo-vetor e corpo-utópico”, da filósofa Daniela Lima, essa dificuldade é mostrada. Segundo a autora, o Estado, juntamente com a medicina, são responsáveis por manter os tabus e a moral de uma sociedade, a exemplo do sexo, assunto pouco tratado, pois representa uma ameaça para os costumes hegemônicos. Dessa forma, a educação sexual brasileira é precária e pouco discutida, na medida em que, as escolas e as famílias não instruem os jovens de forma adequada quanto à prática de sexo seguro, haja vista que esse assunto é um tabu e, por conseguinte, há menor prevenção e menor preocupação por parte dessas pessoas em relação às Doenças Sexualmente Transmissíveis.
Logo, com vistas a combater a falta de acesso à informação por parte da juventude brasiliense a respeito das DSTs, medidas são necessárias. Para tal, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, deve, por meio das ferramentas de comunicação, como as redes sociais, a televisão e o rádio, promover campanhas de prevenção que abordem sobre a prática do sexo seguro. Além disso, tais campanhas devem, especificamente, utilizar uma linguagem acessível à população jovem, contando com a participação de influenciadores da atualidade, a exemplo do Dráuzio Varella, famoso médico que atuou fortemente no combate da Aids. Dessa forma, não haverá mais o pânico social gerado pela desinformação.