O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/11/2020
Promulgado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito à saúde e bem-estar social. Conquanto, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis- DSTs, entre os jovens brasileiros, faz com que esses indivíduos não usufruam desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse crescimento constante nos índices de casos de DSTs é um desafio no Brasil não só por causa da má influência midiática, mas também, pela escassez de aulas de sexualidade nas escolas.
Em primeiro plano, a má influência midiática mostra-se como um empecilho à resolução do prolema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia (maior meio de influência do século XXI) em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, induz na consolidação do problema.
Salienta-se ainda, em segundo plano, a falta da educação sexual no calendário escolar como um grande impulsionador desse cenário. No entanto, prover conhecimento às crianças e adolescentes sobre as consequências que o descarte do uso de preservativos traz (como a probabilidade de contrair Aids) é fundamental, ocasionando futuramente uma queda nos índices de DSTs no país. Todavia, parafraseando Gandhi, “o que se faz no presente determina o futuro”.
Dado ao exposto, fica claro que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, especialistas no assunto com o apoio de ONGs também especialistas desenvolvam ações para reverter a má influência midiática sobre o aumento de DSTs entre jovens brasileiros. Logo, tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciam tal problema. Além disso, é possível também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população das consequências do tratamento que alguns canais de comunicação dão ao assunto. Pressupõe-se assim, que os índices caiam e os indivíduos consigam desfrutar do seu direito universal na prática.