O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/11/2020
Problemas de saúde, preconceito, falta de auto aceitação. Diversos são os prejuízos do aumento das DSTs entre os jovens brasileiros. Atualmente lidamos com um paradoxo, o sucesso das política de prevenção e o tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, fizeram com que os jovens se tornassem mais irresponsáveis e menos protegidos.
Embora o comportamento sexual seja retratado de forma explícita em novelas e filmes, a discussão sobre sexualidade ainda é tratada por muitos como tabu. É relevante, neste contexto, destacar que a promoção da educação sexual, não tem, de modo algum, o objetivo de incentivar o ato, mas de proporcionar ao indivíduo a oportunidade de conhecer o seu corpo, bem como os direitos sobre o mesmo, evitando preconceito e desinformação, sobre si e outro. É inquestionável que o aumento do número de jovens infectados por DST’s, esteja intrinsecamente relacionada a esta falta de diálogo, tanto por parte familiar como da escola; estes tem o papel fundamental de destacar a importância da utilização dos métodos de proteção, como, por exemplo, o uso de preservativo.
Segundo dados levantados pelo Pcap 2013, 74,8% dos entrevistados, nunca fez teste de HIV na vida. Essa problemática está associado à baixa frequência na realização de consultas médicas pelos brasileiros. Esse comportamento se justifica, dentre outros motivos, pela precariedade apresentada pelo sistema de saúde pública no Brasil, que não fornece um atendimento ágil e eficaz, decorrente da falta de infraestrutura pela grande maioria dos postos de saúde e hospitais. Nesse contexto, o tecido social brasileiro passa a recorrer aos especialistas na área da saúde em último caso, dando espaço para que a contaminação viral seja feita em maior escala.
O aumento da transmissão evidencia à displicência e à falta de informação, principalmente entre os jovens, isso porque há ineficiência do Estado na formulação de campanhas, que estão limitadas na época do carnaval, proferindo, involuntariamente, a sociedade, que o problema não existe ao longo do ano.
Torna-se evidente, portanto, os problemas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis. É primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Ministério da Saúde, promovendo campanhas midiáticas com linguagens próprias e direcionadas, através de canais de comunicação específicos , como redes sociais, apresentados por influenciadores digitais; o Ministério da Educação, propiciando parcerias com as escolas, com aulas de educação sexual inseridas nas matérias já existentes, tornando o assunto rotineiro e derrubando tabus e mitos a respeito do tema.