O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/11/2020

Em um dos episódios da série televisiva “Sex Education”, há um surto de uma doença sexualmente transmissível na escola onde se passa a trama. Análoga à ficção, no Brasil, o número de jovens afetados por essas infecções vêm crescendo de forma exponencial. Tal problema, causado pela negligência social e pela passividade governamental, deve ser resolvido.

Em primeiro plano, salienta-se a negligência social como uma das causas para a permanência da problemática. Tal fator advém da chegada da pílula anticoncepcional no mercado em 1962, que fez com que as pessoas se importassem cada vez menos com a proteção sexual. De acordo com o Ministério da Saúde, 9 em cada 10 adolescentes sabem que a camisinha é o modo mais eficaz de se evitar as DTS’S, entretanto 60% deles não usaram o preservativo em alguma relação anterior. Com isso muitos acabam sendo infectados.

Ademais, destaca-se a passividade governamental como mais uma das causas da adversidade. Isso ocorre devido à resistência de todos em discutir acerca do avanço e da prevenção do contágio. Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar a todos o direito à saúde. Entretanto, mesmo com o lançamento de campanhas em algumas partes do país, como no Rio de Janeiro, ainda observa-se um descaso grande, fazendo com que o direito permaneça apenas no papel.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. O Ministério da Educação deve implementar nas escolas a matéria de educação sexual para que, por meio de profissionais qualificados, os jovens saibam de fato os riscos em que estão expostos. Também, o Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia, deve chamar a atenção para o problema e incentivar a realização de exames que indiquem as doenças, por meio de campanhas divulgadas pelas redes sociais e canais abertos, a fim de alcançar o público-alvo. Tudo isso para garantir a diminuição de casos e garantir saúde dessas e das próximas gerações.