O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/11/2020
Em meados de 1981, foi reconhecida a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), uma doença transmitida através de relações sexuais e do sangue contaminado, que posteriormente ocasionou uma grande epidemia. Nessa época, na qual se conhecia pouco sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), morreram diversos artistas brasileiros, como Cazuza e Renato Russo. Durante muitos anos foi estudado e aprimorado os conhecimentos sobre as DSTs, até que atualmente, esse tema é bem conhecido, porém mesmo diante a tantos meios de prevenção e de novas tecnologias médicas, os casos tem aumentado entre os jovens de 20 a 29 anos.
Primeiramente, vale ressaltar o fato de que nos dias de hoje há uma grande banalização das doenças e na utilização dos métodos de proteção. Isso ocorre porque durante o ápice da epidemia, muitos desses jovens não eram nascidos e, portanto eles não presenciaram todo sofrimento passado por aquela geração, onde até mesmo famosos morriam em estado critico de saúde. Outrossim, o uso de preservativos é descartado por inúmeros jovens devido a falsa ideia de que as DSTs não são tão comuns, porém como a médica do departamento de saúde reprodutiva da OMS, Teodora Wi, relata “Doenças sexualmente transmissíveis estão em todos cantos. São mais comuns do que pensamos.”
Além disso, é importante se lembrar de que nem sempre a pessoa que tem a doença aparenta ter, e por isso é de extrema importância que todos realizem o teste para saber se são ou não portadores de algum vírus/bactéria que pode causar males a inúmeras pessoas se não houver a prevenção. Mesmo quando o individuo não apresenta sintomas, ele pode transmitir se for portador e propiciar a outros jovens preconceitos e danos físicos por possuir a doença.
Por tudo isso, observa-se a necessidade do Ministério da Saúde promover campanhas midiáticas por meio de publicações sobre a importância dos preservativos e sobre as DSTs mais comuns nas redes sociais mais usadas pelos jovens, como o Twitter e o Instagram. Com isso, os jovens começarão a conhecer os malefícios das doenças sexualmente transmissíveis e, consequentemente irão passar a se proteger mais com o uso de preservativos. Ademais, as ONGs devem promover palestras sobre a importancia de realizar o teste de HIV e de outras doenças, porque assim os adolescentes que forem portadores serão tratados e não irão infectar mais pessoas.