O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, com isso, surge a problemática do crescimento de DSTs entre os adolescentes que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de conhecimento e omissão de cuidados, seja pelo sucateamento da saúde e a falta de investimento nessa área.
Em primeiro lugar, promulgada pela ONU em 1998, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito não somente à higidez das pessoas, mas também ao bem-estar coletivo. Nesse contexto, não há dúvidas de que a falta de informações sobre DSTs é um desafio no Brasil. De acordo com o site ’’ Hospital Moinhos de Vento’’, 56% dos casos de gonorreia, herpes genital, HIV/AIDS, vírus do papiloma humano (HPV) e sífilis, são causados pela ausência de sapiência e a falta de prevenções para essas doenças. Pela interpretação dos índices percebe-se que a população ainda não está completamente conscientizada sobre a gravidade do problema embora o número de casos ainda seja alto.
Em segundo lugar, é fulcral pontuar que a baixa qualidade na saúde e a falta de capital aplicado nessa área deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador ‘‘Thomas Hobbes’’, o estado é responsável por garantir a saúde da população, entretanto, é inaceitável na atualidade que a chefia não dê reparo para esse setor tão importante. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.
Infere-se, portanto, intervir no que diz respeito à ampliação de doenças sexualmente transmissíveis. Em suma, o Governo deve investir dinheiro na área da saúde, de modo que essas verbas aplicadas fomentem palestras de conscientização das pessoas, ensinando as desde cedo a ter conhecimento sobre as enfermidades e fazer suas medidas preventivas. Dessa forma, será possível garantir que futuramente o número de mortes dessas doenças diminua cada vez mais. Só então seremos uma sociedade que promove igualdade de direitos para todos.