O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/11/2020

Marina, protagonista da série “Elite”, é uma jovem que convive diariamente com uma séria doença: a AIDS. Assim, embora seja uma obra ficcional, o seriado apresenta uma mazela social cada vez mais crescente no atual contexto brasileiro, as IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Sendo assim, é indiscutível que o aumento dessas infecções, principalmente entre os jovens, traz uma preocupação iminente, demandando uma análise. Isto posto, cita-se como causa e consequência, respectivamente, relações sexuais desprotegidas e o preconceito social.

Em primeira análise, observa-se que a prática de relações sexuais desprotegidas é um dos fatores primordiais para o aumento dos casos de IST’s. Desse modo, o não uso de preservativos, umas das formas mais eficazes para a prevenção, acaba acarretando em números cada vez maiores de pessoas contaminadas. Para ilustrar, cita-se o livro “Depois daquela viagem”, de Valéria Piassa Polizzi, em que ela conta como sua vida mudou após adquirir o vírus HIV na sua adolescência, conseguinte do ato sexual sem camisinha.

Em segundo lugar, é válido reconhecer que os indivíduos contaminados além de enfrentarem a doença, precisam enfrentar outra dificuldade: o preconceito. Dessarte, pessoas com IST’s têm de encarar frequentemente uma população que, por falta de informações e medo, acabam repelindo-os socialmente. Assim sendo, tal ato vai de acordo com a afirmação de Albert Einstein de que “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Torna-se evidente, portanto, que a problemática acerca do aumento das IST’s entre jovens no Brasil é de suma urgência, exigindo soluções. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, investir em políticas públicas por meio da inclusão da educação sexual em escolas e universidades a fim de criar uma consciência da importância do uso de preservativos, como também sobre os riscos das IST’s entre jovens e adolescentes. Logo, haverá uma ampliação da necessidade de se proteger nas relações sexuais, bem como o conhecimento dos riscos das IST’s, diminuindo assim essas infecções.