O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/11/2020

Debate-se, com frequência, acerca do aumento de Doenças sexualmente Transmissíveis (DST’s ) entre os jovens brasileiros, haja vista que nota-se um considerável aumento dessas enfermidades, apesar dos avanços tecnológicos para sua prevenção. Isso se deve, principalmente, a falta de informação dos jovens, no que cerne a profilaxia desses males. Além disso, a banalização das DST’s e o tabu, de grande parte da sociedade, em falar sobre sexualidade contribui para essa problemática. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação.

Primeiramente, é importante destacar que as DST’s são as manifestações de Infecções sexualmente transmissíveis (IST’S), que muitas vezes não geram sintomas, por isso muitas pessoas não sabem que são acometidas e acabam transmitindo para outras pessoas. Devido a isso, a falta de informação dos jovens no que cerne a prevenção dessas infecções gera o aumento nos casos das enfermidades. De acordo com o Médico brasileiro Dráuzio Varella, a desinformação da juventude sobre os riscos desses males e como preveni-los segue sendo um dos principais fatores que contribuem para a elevação do número de casos.

Somado a isso, a banalização das DST’s e o tabu, de uma parcela da sociedade, em falar sobre sexualidade e suas consequências, contribuem para essa situação. Uma vez que, desde o advento dos mais diversos métodos contraceptivos como a pílula, o uso de camisinha e outras medidas de proteção contra essas doenças tem sido colocadas de lado, pela maioria dos jovens do brasil. Segundo a fisioterapeuta especialista em sexualidade feminina Cátia Damasceno, isso é decorrência do grande tabu social em falar sobre sexo, principalmente na escola e na família.

Assim sendo, é imprescindível que o poder público atue por meio do Ministério da Saúde (MS) e do ministério da educação (MEC), para reduzir essa problemática. Para isso, o MS deve ampliar as campanhas de conscientização sobre prevenção de DST’s, IST’s, e sobre a importância de conversar sobre a sexualidade na adolescência, isso deve ocorrer por meio da divulgação dessas campanhas nas mídias e redes sociais, com o intuito de reduzir o tabu sobre o sexo e informar mais os jovens. Ademais, o MEC deve educar os mais novos sobre como se prevenir e ter uma vida sexual mais segura, para isso é necessário a implementação de aulas de educação sexual nas instituições de ensino, com o objetivo de reduzir banalização dessas enfermidades e contribuir para a conscientização dos jovens brasileiros.