O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 26/11/2020
O livro “Depois Daquela Viagem” escrito por Valéria Polizzi narra a história da escritora que com apenas 16 anos contraiu o vírus da AIDS em sua primeira relação sexual. Hodiernamente, essa realidade se torna crescente entre jovens, mesmo com o progressivo avanço tecnológico para diminuição de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Evidenciando graves problemas sociais.
Em decorrência a banalização do uso de camisinha durante as relações sexuais, a proliferação de doenças como AIDS - que apesar de possuir tratamento não possui cura, como muitas outras doenças sexuais- se torna comum no meio jovem. Gerando um alerta sobre a irresponsabilidade juvenil quanto à própria prevenção, como mostra uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde que revela que seis em cada dez jovens têm relações sexuais sem o uso de preservativo.
Além disso, o fato de o assunto sexo ainda ser um tabu em nosso país afasta esse público de conversas esclarecedoras no âmbito familiar ou escolar. Fazendo com que a vida sexual seja iniciada de forma errada e sem instrução de suas consequências. Na visão do filósofo Aristóteles todos os homens, têm por natureza, o desejo de conhecer, teoria que se aplica perfeitamente a descoberta da sexualidade na adolescência.
Em virtude dos fatos mencionados, é notável a necessidade de reverter o crescente número de adolescentes acometidos por alguma DST (Doença Sexualmente Transmissível) ou IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Portanto, cabe então ao Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Educação levar o acesso à informação para escolas, através de aulas de educação sexual e cartilhas. Cabe também à família a responsabilidade de manter um diálogo de orientação para com os jovens. Para que desta forma, a iniciação da vida sexual seja feita de forma segura e que não traga como consequência uma doença irreversível.