O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/11/2020

Debate-se, com frequência, acerca do aumento de Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) entre os jovens brasileiros, haja vista que com o advento de tratamento para doenças como a Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida (AIDS) ocorreu a banalização desse tipo de enfermidade. Isso se deve, principalmente, a desinformação da juventude acerca das consequências desses males. Além disso, a pouca divulgação das campanhas governamentais sobre esse assunto e direcionado para esse grupo-alvo, contribui para essa problemática. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação.        Primeiramente, durante a epidemia da AIDS que ocorreu no brasil e no mundo durante as décadas de 80 e 90, houve uma grande preocupação das pessoas em se proteger contra enfermidades transmitidas por relações sexuais. No entanto, nota-se que com os avanços tecnológicos no tratamento dessa e de outras DST’s ocorreu a banalização desses males, especialmente pelos mais novos. Isso ocorre, devido desinformação desses jovens acerca das consequências e complicações que a contaminação com essas doenças podem gerar, como retratado no livro “Depois daquela viagem “, de Valéria Piassa no qual a autora evidencia que por falta de informações adequadas desenvolveu AIDS em sua adolescência.

Somado a isso, a falta da divulgação das campanhas governamentais conscientizadoras sobre esse conteúdo direcionadas para o público jovial contribui para essa situação. Uma vez que, a maior parte dessas políticas públicas são difundidas por meio do rádio e da televisão, veículos de comunicação que hoje são, notadamente, pouco utilizados por esse público alvo. De acordo com a Constituição Federal de 1888, no artigo 196, a saúde é direito de todos e o estado deve promover políticas públicas voltadas a prevenção, tratamento e acompanhamento.

Assim sendo, é imprescindível que o poder público atue por meio do ministério da educação (MEC) e do Ministério da saúde (MS) , para contribuir na redução de DST’s entre a juventude brasileira. Para isso, o MEC deve conscientizar os jovens acerca da sexualidade e de enfermidades transmitidas sexualmente, por meio da promoção de palestras e projetos informacionais nas instituições de ensino, com o objetivo de informar os educandos e contribuir para a prevenção desses males. Ademais, o MS deve ampliar a divulgação das políticas públicas que visam conscientizar e combater essa problemática visando atingir especialmente os mais novos, isso deve ocorrer por meio de anúncios nas redes sociais e da utilização de influenciadores digitais para debater mais esse conteúdo entre os jovens, com o fito de aumentar o alcance das campanhas e reduzir a banalização dessas doenças.