O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/12/2020

No desenrolar da série “Sex Education”, é retratada a história de alguns indivíduos que adquiriram e transmitiram para os seus parceiros sexuais as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) . Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em conta o negativo aumento das DSTs entre os jovens brasileiros. Nesse sentido, esse fator, que precisa ser eminentemente combatido, provém não só da omissão do Estado, mas  também da falta de incentivo à educação.

A princípio, convém evidenciar a escassez de medidas que enfrentem a transmissão das infecções propagadas sexualmente. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à saúde, a escassez de ações, como as campanhas nas instituições escolares, as quais realizem a distribuição de métodos contraceptivos gratuitos, impede que esse direito, na prática, seja plenamente evidenciado. Nesse âmbito, nota-se uma quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar os direitos dos cidadãos. Contudo, verifica-se que o atual contexto mostra-se distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que, em virtude da falta de utilização de preservativos, muitos jovens adquirem doenças por meio das relações sexuais, como a AIDS e a gonorreia, as quais podem afetar severamente o bem-estar, com os impactos na imunidade e as dores ao urinar.

Outrossim, cabe avaliar a falta de educação sexual como uma das responsáveis pelo problema. Tal feito acontece, porque, na maioria das escolas o assunto relações sexuais é pouco retratado, de maneira que muitos indivíduos não adquirem conhecimento a respeito das doenças que podem ser transmitidas por ínterim delas. Nesse contexto, é valido ressaltar que, consoante o filósofo Imannuel Kant, os problemas sociais advêm da falta de investimento em educação. Logo, é importante analisar que o desconhecimento dos adolescentes a respeito dos métodos contraceptivos, por exemplo, a camisinha masculina e feminina, que devem ser utilizados para prevenir as DSTs, influi decisivamente na permanência do imbróglio, gerando, por conseguinte, pessoas que adquirem as infecções por meio do sexo e  às passam para os seus companheiros, os quais podem enfrentar nocivos danos em suas saúdes.                                                   Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Assim, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover debates, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combates as existentes doenças passadas durante as relações sexuais”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do governo federal e das salas de aula. Essa ação possui a finalidade de ensinar para os jovens a respeito das formas de não adquirirem e não repassarem as DSTs. Com isso, espera-se que os direitos dos indivíduos sejam devidamente assegurados, como previsto por Hobbes.