O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/12/2020

Noticiada pela primeira vez nos Estados Unidos, a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a gonorreia, tornaram-se motivo de preocupação e medo no passado. Entretanto, devido à banalização dessas, o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros tornou-se constante nos últimos anos.

Primeiramente, a despreocupação e a ausência de medo transformaram-se em alguns dos principais causadores deste crescimento. Tais fatores, alinhados à uma geração que não vivenciou a epidemia causada pela AIDS - na época sem tratamentos eficazes - resultou na falta de cuidado e prevenção por parte da juventude.

Ademais, os efeitos da contaminação de algumas DSTs não refletem individualmente em quem as contrai, mas sim em toda a comunidade, visto que há o aumento da pressão sobre o Sistema Público de Saúde. Certamente, esse é um problema que poderia ser evitado por uma solução oferecida gratuitamente pelo Governo, os preservativos. Ferramenta que não tem sido muito utilizada segundo uma pesquisa do Pcap 2013, que afirmou que 43,4% dos jovens não se protegeram durante o sexo casual. Muitas vezes devido à falta de informação clara e segura.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação em parceria ao Ministério da Saúde, instruir e garantir o acesso ao conhecimento preventivo. Por meio da inserção da Educação Sexual nas escolas a partir do 9° ano do Ensino Fundamental - momento em que alguns já iniciam a vida sexual - a fim de melhorar o comportamento os jovens em relação à prevenção contra as DSTs.