O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/12/2020

A Organização Mundial de Saúde - OMS define saúde como um completo bem-estar físico, psíquico e social e não apenas ausência de doenças. No entanto, o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs entre os jovens brasileiros vem sendo uma das causas que impedem que o país usufrua de boa saúde. A negligência dos jovens em não dar a devida atenção às campanhas informativas e a pouca insistência do Governo em ações mais apelativas são favoráveis a permanência desse impasse.

Inicialmente, é válido notar que, nesse cenário, os jovens brasileiros têm relaxado quanto ao uso de preservativos durante as relações sexuais. Apesar de existirem inúmeras campanhas e propagandas alertando sobre os riscos de uma relação desprotegida, os indivíduos, especialmente - os jovens - têm sido negligentes e ignoram os riscos. Parte dessa população age como se as DSTs fossem passado e estivessem extintas.

Ademais, o Governo é conivente com essa realidade, pois, apesar das campanhas alertando sobre a AIDS, a Sífiles, a herpes e as hepatites virais, bem como sobre a principal forma de preveni-las: usando camisinha, ainda assim, peca por não insistir e apelar de forma mais contundente para a consciência da população, pois como afirma o filósofo George Bernard: “O progresso é impossível sem mudanças e aqueles que não mudam suas mentes não conseguem mudar nada.”

Na tentativa de mitigar tal problemática cabe ao Governo Federal investir ainda mais em campanhas fortes e apelativas sobre as DSTs, na televisão, na rádio, no jornal e na internet, contando com profissionais da saúde que retirem dúvidas da população e que apresentem estudos de casos, de forma a demonstrar o quanto prejudicial à saúde pode ser conviver com uma doença crônica e sem cura. Adicionalmente, cabe às escolas em parceria com as Unidades Básicas de Saúde - UBSs elaborar ações e palestras constantes sobre a temática, induzindo, assim, a uma mudança efetiva nas mentes dos jovens, para que estes possam, enfim, usufruir de completa saúde, como defende a OMS.