O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/12/2020

Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros, verifica-se que essa é uma ideia constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Sob essa perspectiva, a insuficiência constitucional e social corroboram esse impasse e a problemática segue inerente ligada à realidade do país. Assim, urgem analisar as causas e consequências dos fatores envolvidos, a fim de elencar medidas para atenuar tal cenário.

Mormente, muitas instituições sociais não se comprometem substancialmente com a necessidade de promoverem a diminuição das DSTs, mesmo que esse seja um dever da sociedade. Nesse âmbito, segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em 2016, foram 38.090 casos de aids registrados no Brasil. Tais estatísticas são intensificadas devido à carência de políticas públicas que auxiliem o indivíduo sobre a importância dos preservativos para a manutenção da saúde sexual e conscientizem-no acerca de como enfrentar o aumento das doenças sexualmente transmissíveis, alimentadas pelo descaso da sociedade.

Ademais, é válido ressaltar que o Governo Federal disponibilizou mais 400 milhões de preservativos aos jovens brasileiros em 2015, todavia, apesar dos avanços, o Brasil hodierno encontra um cenário preocupante no enfrentamento das DSTs. Isso dá-se devido a banalização das doenças sexualmente transmissíveis por parte da sociedade brasileira. Nesse sentido, a sua redução torna-se imperiosa, sobretudo por desencadear consequências como o medo, depressão, problemas psicológicos e a morte nas vítimas. No entanto, a incúria social, vinculada ao deficit em investimentos relacionados à diminuição das DSTs entre os jovens brasileiros, fomenta a perpetuação do empecilho, o qual resulta na incapacidade de diminui-lo.

Em suma, evidencia-se o tamanho do impasse existente, concluindo-se a necessidade de conscientização da sociedade. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, órgão do Governo Federal responsável pelas políticas de saúde, em parceria com o Estado, ao seguirem o “Imperativo categórico” de Kant -o qual assegura que o princípio da ética é agir de forma que essa ação seja uma prática universal- por meio de verba governamental, adquirida mediante empréstimos com o Banco Mundial, devem desenvolver projetos sobre as DSTs, com o slogan “Diga não às DSTs, use camisinha”, outrossim, devem  distribuir, todos os anos, 800 milhões de preservativos e 200 milhões de exames de DSTs em centros urbanos, periferias e hospitais com o auxílio de agentes de saúde e médicos. Dessa forma, o Brasil poderá garantir a filosofia iluminista e a síntese kantiana será consolidada.