O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/12/2020

Preconceito, desinformação, e banalização do do sexo, diversas são as causas que alavancam os números de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre jovens na sociedade contemporânea brasileira. Dentro deste contexto, tendo em vista a omissão por parte da família, escolas, e do estado colaboram para o agravamento nos índices de infecção e contaminação majoritariamente entre a população jovem.

Primeiramente, é importante ressaltar que o crescimento de DSTs entre o público jovem se deve pela desinformação existente, dentro desse grupo. O atraso presente tem como causa primaria à ausência de informações sobre a diferença entre métodos contraceptivos e os preventivos, uma vez que muitos optam pela utilização apenas do meio que evita a contracepção, abrindo caminho para contaminação. Segundo a Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar) em 2015, 33,8% do adolescentes entre 13 e 17 anos que já tinha começado sua vida sexual não utilizou camisinha na última transa.

Ademais, a despreocupação com a contaminação se da pela alta taxa de eficacia dos tratamentos de infecções sexualmente transmissíveis, como é o caso do coquitel utilizado por infectados pela HIV, para o não desenvolvimento da AIDS. Sendo o Brasil um dos países referência pelo seu plano de tratamento disponibilizado gratuitamente pela rede pública de de saúde. Apesar de ser exemplo para outros países do mundo, o estado brasileiro ainda peca quando se trata da informação em território nacional voltado para sociedade e principalmente a juventude.

Diante do fatos apresentado, medidas são necessárias para a mitigação do empasse. O Ministério da Educação (MEC) juntamente do Ministério da Saúde (MS) deve promover palestras sobre educação sexual nas escolas com enfoque em alunos de 13 à 18 anos. Ainda por parte do MEC e MS a promoção de palestras abertas ao público que expliquem a importância de métodos preventivos. O MS deve colocar em postos de saúde guias básicos sobre a relevância da utilização da camisinha e disponibilizar preservativos femininos e masculinos para a população em geral. Ainda por parte do MS a criação de um aplicativo interativo que permita a difusão de informações e a quebra de tabu a cerca da sexualidade.