O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, o que dificulta, desse modo, a universalização desse direito social na prática. Diante dessa perspectiva, torna-se relevante debater dois tópicos: a negligência estatal e os obstáculos da desinformação. Logo, é necessário analisar como mitigar esses impasses.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar como a negligência estatal contribui para o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Nesse sentido, a ausência de políticas públicas que convença o jovem a usar preservativo, o mau uso do dinheiro público que poderia ser usado em campanhas publicitárias e a insuficiência de leis auxiliam a permanência desse empecilho. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar os obstáculos da desinformação como impulsionador do aumento de DSTs entre os jovens no Brasil. Segundo o site de notícias “uol.com.br” cerca de 60% dos jovens entre 15 a 24 anos fez sexo sem preservativo entre os anos de 2016 e 2017. Diante de tal exposto, a falta de diálogo por parte da família e a frágil educação sexual nas escolas permitem que o jovem brasileiro fique cada vez menos preocupado sobre os riscos de ser infectado sexualmente. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Em síntese, urge que o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros deve ser tratado com mais eficácia. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde (MS) promova um ciclo de palestras e campanhas educativas sobre a necessidade de ter uma relação sexual com mais segurança - com a participação de médicos infectologistas e artistas renomados - por intermédio de investimentos fiscais, a fim de garantir que vidas jovens não sejam destruídas desnecessariamente. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o estado desempenha corretamente o seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.