O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/12/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante a todo cidadão o direito à saúde e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, os crescentes índices de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre os jovens representam um risco à saúde pública e chamam atenção para a desinformação sobre o tema nessa fase da vida. Convém, portanto, analisarmos a importância da educação sexual e as consequências de sua negligência, bem como possível medida para solucionar a mazela no país.

Inicialmente, é importante apontar a necessidade de debate do tema nas instituições de ensino. A série “Sex Education” mostra o desespero dos alunos em busca de ajuda com sua vida sexual e o caos instaurado na escola devido a um surto de clamídia, frutos da desinformação e da negligência do diretor para com o assunto. De forma análoga, ocorre no Brasil, atualmente, um movimento contra a educação sexual nas escolas, o que deixa os jovens vulneráveis ​​a ISTs, graças a desinformação.

Como consequência, esse público é fortemente afetado, o que põe em risco sua saúde e qualidade de vida. Segundo dados da revista científica Nascer e Crescer, 25% dos indivíduos com menos de 25 anos são vítimas de alguma dessas doenças na sociedade brasileira. Sob esse aspecto, fica evidente a necessidade de inserção do debate nas escolas e a negligência do poder público perante a causa, o que representa um perigo aos jovens que desconhecem o tema, como em “Sex Education”.

É, portanto, de inegável dever do Governo Federal implantar medidas para atenuar o quadro entre o público. Para isso, o Ministério da Educação deve criar projetos que levem a educação sexual às escolas, por meio de aulas e palestras com profissionais de saúde e psicólogos, a fim de orientar os estudantes sobre as ISTs e como preveni-las. Além disso, devem ser adicionadas campanhas aos meios de comunicação sobre a importância dessas aulas, por meio de comerciais que elucidam o tema aos pais que ainda têm preconceito com o assunto. Assim, será possível combater o aumento de ISTs entre os jovens brasileiros.