O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/12/2020

A Aids é uma doença sexualmente transmissível, logo, é mais incidente em jovens, pessoas que tem vida sexual mais ativa, que age no corpo de modo a impossibilitar a produção de anticorpos ou glóbulos brancos, o que causa uma baixa no índice de imunidade do organismo acometido. No entanto, embora não se tenha cura para algumas dessas doenças, como no caso da Aids, tem-se, com certeza, como preveni-las, algo que não está sendo feito no Brasil, haja vista o aumento delas entre a juventude, seja por motivos públicos ou individuais. Dessa forma, uma análise acerca do aumento dessas doenças na população juvenil brasileira faz-se necessária.

Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de causas do âmbito público que instigam esse aumento. Nesse sentido, constata-se a falta de educação básica, no que diz respeito ao ensino sobre tais doenças nas escolas, tendo em vista que é na escola que o jovem deve ter o seu primeiro contato com essas doenças, aprendendo sobre as caraterísticas delas, suas consequências para o organismo humano e, o mais importante, como não se contaminar com os vírus que causam as DSTs. Além disso, verifica-se a baixa proliferação de propagandas públicas que falam sobre as consequências dessas doenças nas emissoras em comparação às de cerveja ou álcool, por exemplo, que também fazem mal para a saúde. Assim, infere-se que o Estado não está dando tudo de si no combate ao aumento ISTs.

Contudo, é imprescindível, do mesmo modo, a marcação de motivos individuais que fomentam as DSTs em jovens. Nessa perspectiva, percebe-se que a falta de prevenção pode ser praticada, até mesmo, por indivíduos que conhecem sobre as consequências dessas doenças, o que pode ser entendido mediante o conceito de coercitividade, de Émile Durkheim, no qual diz que uma força exterior ao indivíduo, no caso a própria sociedade, o induz a agir de modo conformista em relação às pessoas, ou seja, o ato de praticar relações sexuais sem preservativo é reproduzido pelos jovens de forma indiscriminada por convenção social.

Depreende-se, portanto, que medidas buscando mitigar o crescimento das DSTs em jovens brasileiros são de extrema importância para a cidadania. Para tanto, no que tange à parte pública, o Ministério da Saúde, principal órgão gestor dos recursos financeiros e materiais voltados à saúde, deve, em conjunto com o Ministério da Educação, promover uma maior incidência de propagandas de prevenção às ISTs e melhor qualidade dos ensinos. Isso por meio do contrato de tempo em emissoras de rádio e de televisão, onde elas serão ministradas por especialistas da área, e debate e palestras nas escolas acerca das consequências dessas doenças e com a finalidade de que esse surto de DST entre jovens seja controlado.