O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/12/2020

A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura a saúde como um direito social a todos os cidadãos. Contudo, esse documento é ferido com o aumento nos casos de infecções sexualmente transmissíveis (DST´s), os quais causam complicações físicas que podem levar a morte, e que são impulsionados por diversos fatores. Dentre eles, a falta de informação por parte da comunidade civil, já que ela não sabe as formas de contágio e prevenção, e a negligência quanto ao uso de preservativos, que leva as pessoas a acreditarem que são imunes a essas patologias. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é válido salientar da frase do filósofo Francis Bacon “Conhecimento é poder”. Com isso, se levada literalmente, fica notório que a população se encontra impotente, uma vez que não tem dados sobre as infecções, como se prevenir e as formas de contágio e tratamento, o que deixa o corpo civil à margem de qualquer informação e profilaxia. Posto isso, na série norte-americana “Sex Education”, mostra a cena em que vários alunos contraíram clamídia e acreditam na sua transmissão das formas mais improváveis, o que fica explícito tanto a falta de conhecimento, como a ficção imita à realidade.

Outrossim, a filósofa Hannah Arendt diz que “O Estado negligencia situações problemáticas na sociedade”. Analogamente, parafraseando esse pensamento, a população também banaliza diversos casos no corpo civil, como a adesão aos preservativos. Haja vista que, baseando-se no avanço da medicina, acreditam que não estão em risco ou que não há necessidade de proteção e trivializam seu uso, que abre caminho para a aquisição dessas patologias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, um dos motivos para o aumento nos números de casos de DST´s é negligência ao uso de camisinhas, evidenciando que quando a falta de informação e proteção são regras, a saúde é exceção.

Por conseguinte, compete ao Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, a criação de uma disciplina, na Base Comum Curricular, que trate sobre o assunto das DST´s e, por meio de oficinas debates, instrua os alunos a se prevenirem, sobre as consequências de uma contaminação e as formas de tratamento, a fim de educar sexualmente os jovens e garantir a eles uma vida saudável E só assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os casos de infecções sexualmente transmissíveis e fazer valer a Carta Magna de 1988.