O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 08/01/2021
A camisinha se desenvolveu ao longo da história humana desde épocas primitivas, se tornando cada vez mais efetiva e acessível, com o poder público brasileiro a distribuindo gratuitamente e promovendo seu uso. No entanto, é lamentável observar que muitos jovens brasileiros, na sociedade hodierna, negligenciam esse esforço e o desenvolvimento de tal tecnologia, mantendo relações sexuais desprotegidas e correndo o risco de propagar ou contrair infecções sexualmente transmissíveis(ISTs). Neste cenário, se destacam o preconceito da comunidade acerca de temas de natureza sexual e a inatividade do sistema educacional no que diz respeito a tal aspecto da vida humana.
Nessa perspectiva, é certo que existe preconceito no que tange à sexualidade humana, com muitos indivíduos se sentindo desconfortáveis quando o assunto é abordado, além de pais que não aceitam que seus filhos sejam expostos a tal tema. Porém, como dito pelo filósofo francês Voltaire:“preconceito é opinião sem conhecimento”. Dessa forma, é explicitado que não existe base científica por trás da opinião de muitos acerca dos temas supracitados. Sendo assim, é preocupante que tal discussão não ocorra na sociedade, pois a mistificação de algo de tamanha importância na vida humana gera crescente ignorância e desrespeito sobre o assunto, e isto pode levar o cidadão a cometer erros que podem ter consequências desastrosas, como a proliferação de ISTs.
Outrossim, existe uma persistente inefetividade das escolas em debater assuntos fazem menção à educação sexual, algo que, por não ser obrigatório no currículo escolar, muitas instituições negligenciam e deixam de abordar. Assim, torna-se pertinente a análise de uma frase do filósofo alemão Immanuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Desse modo, pode-se inferir que, sem a devida instrução e discussão, em ambiente pedagógico, acerca de atividades sexuais e as formas efetivas de se proteger ao realizar estas, o jovem se encontra desamparado, sem conhecimento ou mecanismos de defesa contra infecções e uma possível gravidez indesejada.
Diante das questões apresentadas, fica claro que ainda existe muito progresso a ser feito no que diz respeito a temas sexuais, principalmente com relação ao uso de preservativos e o risco de ISTs, e é imperioso que medidas sejam tomadas para promover este avanço. Para tal, é necessário que órgãos governamentais, como o Ministério da Educação, por meio de aulas e palestras, torne obrigatório a discussão e o ensinamento da educação sexual em escolas e colégios, como forma de colocar o assunto em pauta e trazer conhecimento para os jovens. Logo, tal ação tem o objetivo de incentivar o aprendizado de formas seguras para a realização da atividade sexual e o uso de preservativos.