O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/01/2021
Os primeiros preservativos eram produzidos utilizando visceras de animais, as ´´camisinhas´´ como como conhecidas hoje, de látex, e hipoalegênicas, só surgiram no final do século XIX. Na atualidade, a medicina evoluiu a ponto de doenças letais na antiguidade, hoje possuir tratamento e garantia de qualidade de vida aos indivíduos. Mas tal cenário levou a certa comodidade, em que jovens então se protegendo menos durante as relações sexuais, e o assunto sexo ainda é tido como tabu nas escolas e dentro dos lares, corroborando com o aumento entre os jovens de doenças sexualmente transmitidadas (DST).
Primeiramente, quando a Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) ganhou visibilidade após acometer diversos ídolos do século XX, como Freddie Mercury, os jovens se preocuparam mais com proteção, motivados pelo medo. Com o avanço da medicina e das ciências, o impacto de doenças como gonorréia, candidíase, sifílis e a própria SIDA na qualidade de vida dos individuos portadores, vem diminuindo, como consequência os jovens se preocupam mais com métodos anticonceptivos, do que com a proteção contra as doenlas sexualmente transmissíveis, o que vem contribuindo para a transmissão , pois a maioria dos jovens nem sabem que estão infectados. segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, no Brasil, comparando 2019 com 2012, não houve declínio nos casos de DST no Brasil.
Ademais, as consequência das DST entre os jovens brasileiros, afetam todos os segmentos, desde o físico ao social e emcional, pois falar sobre IST ainda é um tabu na sociedade, assim como o assunto sexo. O livro ´´Depois daquela viagem´´, de Valéria Poassi, é uma biografia, de uma menina que descobriu aos 18 anos que era HIV positivo, e ela relata que naquela época já se falavam da doença, mas as pessoas pensavam que se tratava de uma doença de homossexuais e usuários. Apesar de tais pensamentos estarem sendo desmestificados, muitas pessoas ainda possuem preconceito , o que leva ao isolamento, ao medo do julgamento da pessoas com alguma DST. O fato do assunto sexo e as doenças sexualmente transmissíveis terem pouco espaço de debate dentro dos lares, e nas escolas contribui para a desinformação, e consequente aumento de casos de IST e preconceito na sociedade.
Diante do exposto, nota-se a necessidade do Estado, por intermédio do Ministério da Saúde, realizar mais campanhas mostrando as consequências de DST, como infertilidade, e o comprometimento do sistema imunológico, ´´abrindo portas´´ para outras comorbidades, que sejam veiculas nas redes sociais, promovendo conscientização e informação.