O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma ilha imaginária na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que foi idealizado por More, uma vez que que o aumento de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre os jovens destaca-se como um importante desafio a ser enfrentado pela sociedade. Esse cenário nocivo tem sua origem na falta de informação e possui impactos negativos na saúde. Logo, convém a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigá-la.
Vale ressaltar, a princípio, a carência de políticas educativas que ampliem o conhecimento a respeito das DSTs. Sob essa perspectiva, o educador Paulo Freire destaca a educação como elemento fundamental para mudanças sociais e, por isso, defendia um ensino capaz de estimular reflexões críticas que levem a uma maior compreensão da sociedade. No entanto, situações atuais vão de encontro a esse ideal visto que, no cotidiano, assuntos sobre sexo são frequentemente tratados como entretenimento, sem carregar, porém, um viés educativo de maturidade e responsabilidade que proporcione atitudes mais seguras na vida sexual do jovem. Desse modo, nota-se a importância da educação para a formação de hábitos sexuais mais seguros.
Além disso, há preocupantes problemáticas advindas dessa conjuntura. Nesse sentido, segundo filósofo Arthur Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem. Entretanto, nota-se que o país está distante dessa realidade, visto que, devido à falta de conhecimento, pessoas perdem o medo de se expor em uma relação sexual desprotegida, o que resulta no afrouxamento da prevenção e na banalização das consequências de um possível contágio. Dessa maneira, é pertinente ressaltar a importância de o jovem desfrutar do prazer sexual com segurança e responsabilidade.
Portanto, providências devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas que, por meio de oficinas pedagógicas, discussões engajadas e palestras, possua como finalidade trazer mais lucidez sobre os modos de transmissão, os sintomas e tratamentos das DSTs. Esses eventos devem contemplar desde a educação básica até o ensino superior e contar com a participação de profissionais da saúde especialistas no assunto. Assim, essas medidas estarão em conformidade com o pensamento de Paulo Freire, que procura transformar a realidade brasileira por meio da educação.