O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/02/2021
O filósofo existencialista Sarte defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável.Entretanto, no que concerne à questão do aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre jovens brasileiros, há uma clara irresponsabilidade dessa massa social, pois grande parte dos jovens não adquirem cuidados básicos para promoverem a saúde íntima no ato sexual, caracterizando um grave problema de saúde pública.Nesse sentido, devido à lacuna educacional e à insuficiência legislativa os casos de DST’s aumentam, sendo necessário mitigar esse entrave.
Em primeiro plano, cabe apontar que a ausência de educação sexual contribui incisivamente para a perpetuação dessa mazela. A esse respeito, o filósofo Emmanuel Kant afirma que a educação faz e transforma o homem. Nessa lógica, percebe-se a importância de levar o conhecimento à população como uma forma de transformar seu comportamento, mas tal atitude é, muitas vezes, banalizada na sociedade, em especial pela escola que não cumpre o seu papel como instituição de formação não apenas técnica, mas também humana e ,principalmente, no autocuidado de seus alunos.Nesse contexto, tal cenário negligenciador é observado ora na inexistência de uma disciplina específica sobre instrução sexual, o que dificulta a diminuição dos casos de patologias sexuais, ora nos inúmeros casos em que o tabu em debater sobre o tema se apresenta, como uma forma de distanciar o conhecimento útil e necessário do estudante jovem.
Além disso, evidencia-se, por parte do Estado, a falta de política públicas suficientemente efetivas.Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 assegura o pleno direito à saúde coletiva dos cidadãos.No entanto, a realidade, por vezes, é oposta, tendo em vista que, frequentemente, as estratégias governamentais com o intuito de coibir o aumento das DST’s não são suficientes para provocar uma alteração nos hábitos errôneos sexuais da massa adolescente.Sob esse viés, ações ,como a distribuição anual grátis de preservativos e a formulação de campanhas, embora sejam uma conquista, podem não funcionarem, porque não são estratégias adaptadas à era tecnológica em que os jovens estão imersos diariamente, inviabilizando a plena consciência sobre a questão.
Portanto, torna-se fulcral a elaboração de uma solução para esse empecilho. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde formular uma plataforma digital gratuita que promova o diálogo e a instrução sobre educação sexual, com a finalidade de diminuir as enfermidades adquiridas no sexo. Isso deve ser feito por meio do apoio do conhecimento de médicos que irão solucionar as dúvidas do jovem, além disso deve ocorrer a participação de influenciadores midiáticos para atrair a atenção do público.