O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/02/2021
O livro “Diga aos lobos que estou em casa”, de Carol R. Brunt, conta a história de uma garota que perde seu tio precocemente por complicações da AIDS. Na contemporaneidade, o aumento das doenças e infecções sexualmente transmissíveis (DSTs e ISTs) entre os jovens brasileiros é um problema, pois se por um lado a juventude tem mais acesso à informação, em contrapartida, as práticas sexuais desse grupo estão mais irresponsáveis.
Com o advento da internet, os jovens passaram a informarem-se mais. Isso, associado à popularização das pírulas anticoncepcionais, promoveu a banalização dos métodos de proteção contra DSTs e ISTs. Tal fato é corroborado por uma pesquisa da Pcap de 2013, que mostrou que seis entre dez jovens não usou preservativo na última relação sexual. Percebe-se que a juventude se preocupa mais em se previnir da gravidez do que proteger-se contra uma doença ou infecção, o que pode trazer graves consequências a esse grupo e à sociedade.
Como um efeito do aumento das doenças e infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens, muitos são os danos causados a eles, que podem ser de natureza psicológica, como depressão e ansiedade, social e a principal: física. Tais patologias podem ser tão graves a ponto de provocar a morte de seus portadores, assim como no livro de Brunt. Além disso, essas DSTs e ISTs geralmente necessitam de um tratamento contínuo, o que causa uma dependência do usuário e sobrecarrega o sistema de saúde brasileiro.
Portanto, para solucionar o problema é preciso que o Ministério da Saúde, por meio de campanhas midiáticas - em parceria com pessoas que trabalham com o meio jovem, a exemplo dos influenciadores digitais - propague a importância do uso dos métodos de proteção contra tais infermidades. Com isso, juventude será influenciada a usar tais preservativos, para que diminua-se o índice de DSTs e ISTs entre a camada mais jovem da população brasileira.