O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/03/2021
No início da década de 80 foi confirmado o primeiro caso de Aids no Brasil. Por ser uma doença, até então, pouco conhecida e altamente preocupante, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de DST e Aids. A gravidade de sua manifestação e seu potencial infeccioso disseminou o medo entre a população geral, que, atrelado ao conservadorismo, tornou o assunto um tabu.
A sexualidade segue sendo um assunto polêmico em nosso país, especialmente quando diz respeito à iniciação sexual. Podemos observar esse aspecto na série “Sex Education”, onde um adolescente, Otis, aconselha colegas sobre questões sexuais não discutidas no colégio, tampouco, com seus pais.
Discutir prevenção de DSTs, para muitos, relaciona-se com o ato de incentivar a prática sexual de maneira inadequada, o que pode ser paradoxal. Com o avanço da ciência e tecnologia, bem como, a criação do Sistema Único de Saúde, o tratamento para tais agravos à saúde proporcionou alívio para a sociedade. Os jovens, então, não vêem mais as Infecções Sexualmente Transmissíveis como preocupação. Acabam por adotar relações pouco seguras e omitir a irresponsabilidade.
É essencial abordar o tema tanto no âmbito da educação, quanto no da saúde. Dito isso, deve-se mapear instituições de ensino e instruir professores quanto a abordagem adequada, por meio de materiais de apoio multidisciplinar. Bem como, facilitar o acesso às Unidades Básicas de Saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento com auxílio da mídia, por meio de uma linguagem menos técnica e formal, para que os jovens recebam informações confiáveis e acompanhamento. Diante disso será possível controlar o avanço das DSTs nessa população.