O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/03/2021
Sífilis, Aids, Gonorreia. Essas e tantas outras doenças são conhecidas como DSTs - Doenças Sexualmente Transmissíveis -. Infelizmente, na contemporaniedade brasileira, tornou-se um grave problema entre os jovens em decorrência da banalização dessas enfermidades e, também, do tabu existente na sociedade acerca do sexo e da sexualidade. Dessa forma, diversas consequências negativas são ocasionadas, como sobrecarga na saúde e preconceito com os doentes.
Primeiramente, é importante mencionar que, a banalização que vem ocorrendo dessas doenças levou os jovens brasileiros a não se importarem e perderem o medo de infectar-se. Por conta disso, o número de pessoas na juventude que deixaram de usar camisinha em suas relações sexuais aumentou consideravelmente, chegando a 60% de abstenção - segundo dados do site UOL - e consequentemente, ampliou o número de infectados. Além disso, há na sociedade, ainda, um enorme tabu sobre sexo e sexualidade, em que a maioria das famílias e escolas não dialogam abertamente sobre esse tema com os jovens, acarretando em atitudes irresponsáveis no sexo por eles. Desse modo, as DSTs aumentam cada vez mais, intensificando o entrave gerado.
Segundamente, em consequência desses fatores, o Sistema Único de Saúde - SUS - tende a torna-se sobrecarregado uma vez que, está programado para atender uma demanda constante de acometidos pelas DSTs e com a crescente de casos que vem tendo, o SUS pode não conseguir suprir o aumento. Outrossim, existe muito preconceito com os infectados, levando eles a desenvolverem sérios traumas e transtornos psicológicos como, por exemplo, crises de pânico e depressão. Como confirmação disso, a novela juvenil Malhação mostrou na sua edição de 2015 um jovem positivo para HIV, ele sofria bastante julgamento de pessoas que conviviam ao seu redor. Dessa maneira, é evidente como o aumento das DSTs é preocupante no Brasil, tanto coletivamente quanto individualmente.
Portanto, é necessário que haja medidas para minimizar a ampliação dessas doenças. Em primeira análise, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas publicitárias com foco nos jovens, por meio das redes sociais - visto que, o mundo virtual é o local que os jovens mais estão presentes -, para que eles possam se conscientizar sobre a gravidade das DSTs e ,assim, possam se proteger nas relações sexuais. Ademais, as escolas devem promover palestras sobre orientação sexual para pais e alunos, a fim de diminuir o tabu existente e os jovens adquiram conhecimento sobre esse assunto. Logo, surgirá grandes chances das DSTs se reduzirem, evitando o excesso de pacientes no SUS e o preconceito contras eles, como foi exposto em Malhação 2015.