O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/03/2021

A Constituição de 1988 – instrumento jurídico de maior importância no Brasil – garante saúde aos brasileiros. No entanto, percebe-se uma quantidade alarmante de jovens com alguma doença sexualmente transmissível (DST). Assim, tendo em vista a reversão desse quadro, deve-se discutir sobre a conscientização da população e o papel do governo.

Sob essa perspectiva, para o filósofo iluminista Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, o combate ao desconhecimento dos jovens sobre métodos preventivos e consequências de DST é essencial para haver conscientização – em especial dessa parcela da população, cuja visão de mundo ainda está sendo formada. Por isso, cabe à escola e à família discutir de forma efetiva sobre essa problemática que ainda persiste no país.

Adicionalmente, convém que o poder público intervenha nessa contenção. A esse respeito, para Peter Drucker, expoente da administração moderna, “Não existe país subdesenvolvido, existe país subadministrado”. Por esse ângulo, observa-se que o aumento de DST é uma questão socioeconômica: uma camisinha é mais barata que um tratamento por anos – tanto pela esfera social, quanto econômica – em especial quando se trata de jovens. Ainda assim, observa-se, por exemplo, que as campanhas promovidas pelo governo para os jovens diminuem no final do Carnaval – mostrando a negligência estatal se sobrepondo à eficiência nacional.

Portanto, diante dos aspectos supracitados, medidas precisam ser tomadas. Logo, urge que o Estado – na figura do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde -, com a finalidade de prevenir a ocorrência de casos de DST entre os jovens no Brasil, promova campanhas de conscientização perenes a respeito desse tema. Para isso, informativos em imagens, textos, “podcasts” e vídeos com linguagem acessível devem ser continuamente publicados nas redes sociais e canais de “streaming” acessados por jovens. Assim, esses indivíduos passam a ser mais conscientes e, com isso, potencializam seus direitos constitucionais.