O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/03/2021

Clamídia, sífilis, herpes genital e AIDs são exemplos de algumas das DSTs - doenças sexualmente transmissíveis- que crescem entre os jovens brasileiros nos últimos anos, segundo pesquisas do jornal “Correio Braziliense”. Tal panorama negativo é desencadeado, principalmente, pela falta ou ausência de informação dos adolescentes e adultos, sexualmente ativos, sobre as medidas de prevenção dessas enfermidades e tem como resultado ampliação dos problemas à saúde pública do país.

Apesar dos grandes avanços da medicina preventiva ao longo dos anos, no Brasil, a pouca noção da juventude brasileira a respeito das ISTs - infecções sexualmente transmissíveis-, uma das razões da ampliação do número de jovens com DSTs no país. Isso se justifica porque com o acesso as formas de profilaxia, como o uso da camisinha, pelos adolescentes e adultos, diminuiria a recorrência dessas enfermidades. Uma vez que na série canadense “Sex Education”, a desinformação em um colégio acerca da Clamídia, doença sexualmente transmissível, gera preconceito e medo entre alunos. No entanto, a partir do esclarecimento de Otis, um dos personagens principais, em relação a Clamídia, tal como modo de contágio, sintomas, tratamento e medidas de preocaução, acalma os estudantes e evita epidemia dessa doença. Analogamente, torna-se necessário a discussão em torno dessas doenças entre os jovens sexualmente ativos, no Brasil, pois, conforme a série “Sex Education” o conhecimento dificultaria a propagação de alguma doença sexualmente transmissível.

Por conseguinte, cabe ressaltar que diante do alargamento da taxa de jovens doentes, causados por DSTs, agrava a situação da saúde pública no Brasil. Isso ocorre porque na música “Sem saúde, no rapper brasileiro Gabriel pensador, retrata a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), no qual se caracteriza por possuir vários problemas, por exemplo estrutural na falta de leitos em hospitais para tratar os doentes. Nesse sentido, conclui-se que tende a aumentar os gastos do Governo Federal com à saúde, haja vista os entraves já existentes no SUS somado ao tratamento de diversos jovens que adquiriram alguma DST, motivado, em especial, pela falta de informação.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o crescimento de DSTs entre a juventude brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Saúde (MS), a criação de uma matéria obrigatória - tanto públicas como particulares-, a fim de “quebrar” mitos e estigmas associados a doenças sexualmente transmissíveis, mas também, instruir os modos de prevenção e tratamento dessas enfermidades. Feito isso, espera-se que torne a diminuir os casos de ISTs no Brasil semalhantemente ao ocorrido na série “Sex Education”, resultado da propagação dessas informações - que sanem as dúvidas e educam os jovens do país.