O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/03/2021
A obra “Utopia”, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela competência de conflitos e de problemas. No Brasil, o que se observa, na realidade, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento de IST’S entre os jovens geram problemas, quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse contexto, uma análise e o entendimento acerca da ignorância social, gerada pela falta de informação e a ineficácia do Estado em garantir seus direitos são imprescindíveis para mitigar tal problemática.
Em primeiro plano, ao analisar o problema na esfera social, percebe-se que um dos faatores que consolidam o entrave na sociedade é uma ignorância social associada a falta de informação. Nesse sentido, o filósofo “Arthur Schonpenhauer” especifica que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Essa premissa é facilmente compreensível, pois, boa parte da população não tem acesso às informações jovem esclarecedoras sobre a utilização de preservativos, como forma de prevenção das doenças, e os impactos que essas IST podem ocasionar no corpo- fato esse que limita a percepção do que é correto e dificuldade a erradicação do problema. Constata-se essa fatídica realidade, uma vez que segundo o “Jornal Globo”, 40% dos jovens não possuem acesso às informações sobre o entrave.
Outrossim, outro fator contribuinte para problemática é a ineficácia do Estado em garantir seus direitos. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão têm direito à saúde de qualidade, porém, essa não é uma realidade para esses jovens, pois, não existem políticas públicas eficientes nas escolas voltadas para informações de qualidade sobre as IST’S. Logo, é nítido que tais direitos figuram somente na teoria, como disserta o jornalista “Gilberto Dimestein”, em sua obra “Cidadão de Papel”. Além disso, por mais que haja avanços, - como por exemplo a Lei 8.742 / 93, que visa a garantia de saúde para todos os adolescentes, ainda há muito por ser feito. Destarte, é de importância a resolução do problema.
Portanto, o Governo Federal e o Ministério da Educação (MEC), deve criar o projeto chamado “IST’S NÃO”, que consiste em palestras educativas e ilustrativas sobre o uso de preservativos como prevenção, por meio de médicos especialistas em ginecologia. Nas turmas de ensino fundamental II e médio e nas escolas particulares e públicas. A fim de que, eles aprendem como é perigoso essas doenças e como proteger da maneira correta. Assim, atenuará, a longo e médio prazo, a coletividade atingirá a “Utopia de More”.