O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/03/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante ao cidadão, faculdade ao mais diversos segmentos educacionais existentes. No entanto, percebe-se que, hodiernamente, no Brasil, uma parcela da população (os jovens) não desfruta desse direito no viés copulativo, haja vista que, segundo o Ministério da Saúde, surgem cerca de 40 mil casos novos das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os adolescentes brasileiros. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam ligadas às causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de forma que, por intermédio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, percebe-se que a falta de investimentos na educação sexual do jovem rompe essa harmonia, na medida em que tais aportes financeiros garantiriam a conscientização sexual dos adolescentes, prevenindo, assim, a difusão das DSTs. No entanto, o que se tem como produto dessa negligência são índices que demonstram progressão das doenças sexualmente transmissíveis, pois de acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 85% nos casos das DSTs entre os jovens brasileiros nos últimos anos.
Ademais, a carência do diálogo familiar com os adolescentes se apresenta como um intensificador da problemática. De acordo o filósofo do período iluminista, John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, em que sua consciência é criada a partir do seu meio da vivência. Associando esse pensamento iluminista com a problemática, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento alheio à educação sexual, se tornando um agravante nos índices que medem a intensidade dessa problemática, na medida em que 6 a cada 10 jovens (segundo o Ministério da Saúde) mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a enfermidades.
Logo, em vista dos argumentos citados, urge a necessidade de impor medidas para atenuar a situação. Destarte, o Ministério da Educação e Cultura deve investir na educação sexual dos jovens, por meio da formação e posterior contratação de profissionais capazes de executar o ensino correto acerca da problemática, pois somente os mecanismos educacionais possuem condições de conscientizar os jovens alheios às medidas profiláticas de viés sexual, a fim de diminuir o índice de difusão das DSTs entre os adolescentes do Brasil, produzindo, dessa forma, um geração de adultos livres de enfermidades sexuais