O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/05/2021

O filme “Sexo Sem Compromisso” de Ivan Reitman retrata a história de Adão, um jovem assistente de produção que foi vítima de uma decepção amorosa. Com intuito de superar essa frustação, Adam passa a ser envolver com Emma, uma jovem médica que depois do sexo concordam em manter um relacionamento apenas a base de sexo e nada mais. De modo análogo, a comédia traz uma questão bastante presente no cenário brasileiro, o qual vem contribuindo para o aumento de DSTs na população jovem – o comportamento sexual de risco que está associado à carência da educação sexual no país.

Em primeira instância, é importante salientar que o comportamento sexual de risco é uma das principais causas dos acréscimos de DSTs no público jovem. Com os avanços na área médica, o tratamento para os DSTs, principalmente para o Vírus do HIV possibilidadeou que pacientes soros positivos levassem suas vidas normais mesmo com a doença, contudo progresso esses progressos um pensamento equivocado pelos jovens quanto os DSTs – de que, aids tem “cura” ou não são mais “perigosos”, todas essas concepções fizeram com esse público passa a ser , se relacionando com inúmeros parceiros e sem proteção, em prol do prazer momentâneo esses jovens abriram mão de se protegerem no ato sexual ficando mais vulneráveis como DSTs.

Além do mais, outro fator para tal aumento é a carência da abordagem da educação sexual tanto no âmbito familiar quanto na escola. Segundo diretor do Unaids Brasil, Cleiton de Lima, “educação da sexualidade não é ideologia, mas ciência. E tem impacto na qualidade de vida e na saúde dos jovens”. Mediante esse pensamento de Lima, é possível notar a importância e o impacto positivo da educação sexual na vida dos jovens brasileiros, no entanto, nota-se que por conta do estigma enraizado em volta da sexualidade faz com que a temática de sexo, DSTs e outros, sejam assuntos restritos dentro das famílias e das escolas, isso possibilita que esses jovens iniciem suas vidas sexuais sem as devidas orientações de prevenção e sem conhecimentos sobre as DSTs.

Portanto, para que o decréscimo de DSTs na juventude brasileira necessário seja atuação no conjunto do Ministério da Educação e da Saúde. O MEC deve incorporar no componente curricular a educação sexual - para que assim, esses jovens passem a não apenas obter conhecimento sobre como DSTs, mas também desenvolver comportamento de responsabilidade com a sua vida e com o próximo. Juntamente com o Ministério da Saúde também deve promover campanhas e palestras educativas que abordem e reforcem informações gerais sobre como DSTs, os riscos das relações sexuais desprotegidas, do excesso de parceiros e orientações quanto ao uso correto dos preservativos e na busca dos serviços de saúde. Dessa forma, o sexo sem compromisso será apenas uma ficção.