O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/03/2021
A série “Sexy education” da Netflix retrata a história de Otis que é filho de uma terapeuta sexual, que desde pequeno é ensinado a importância de uma boa educação sexual, e por consequência os desafios das pessoas com algumas doenças sexualmente transmissíveis. Embora ter uma boa base sobre educação sexual e DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) é meramente necessário, jovens brasileiros não desfrutam desse privilégio de Otis. Nesse contexto, é notório que alguns fatores sejam causadores dos aumentos das DST’s entre os jovens como, uma lacuna na base educacional e uma ineficiência das políticas públicas.
Em uma primeira análise, o vácuo que essa problemática encontra na educação é enorme. Segundo o filósofo Kant, “o ser humano é resultado da educação que teve”. Sob essa lógica, fica claro que a escola, maior transformador social, falha quando se comparado ao aumento das DST’s entre os jovens. Já que, a instituição não leva esse assunto para sala de aula, lugar de maior aprendizagem dos jovens brasileiros. Nesta perspectiva, nota-se que os alunos que não têm acesso à educação sexual crescem e acabam contraindo DST’s por motivos e não terem recebido uma boa educação.
Além disso, outra causa vigente é a ineficiência das políticas públicas. De acordo com Aristóteles, a função da política é garantir o bem-estar social. Desse modo, é preciso que as políticas públicas desenvolvidas pelo governo sejam eficientes e busquem o bem-estar de toda a nação. Entretanto, as políticas públicas desenvolvidas para combater o aumento de DST’s não vêm sendo totalmente eficazes, uma vez que, o número de casos em 2016 foi mais de 48 mil, de acordo com o Ministério da Saúde, ficando evidente que as políticas públicas não estão sendo eficazes.
Verifica-se, portanto, que a lacuna na base educacional em paralelo com as políticas públicas são fortes contribuintes. Logo, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover a implantação da matéria educação sexual nas escolas, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. A matéria deve ser ministrada por profissionais da saúde, deve também possuir a mesma carga horária das outra matérias escolares, os profissionais da saúde devem trabalhar temas como “métodos contraceptivos” e “doenças sexuais”. Com a realização dessa medida, espera-se que os altos índices de DST’s entre os jovens diminua, e que assim como Otis, os jovens brasileiros possam desfrutar de uma boa educação sexual.