O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/03/2021
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são patologias virais e bacterianas contraídas através de relações sexuais desprotegidas - podendo se desenvolver à uma doença sexualmente transmissível, ou DST, no qual o hospedeiro apresenta sintomas que podem se intensificar e causar a morte. Tendo em vista a gravidade de tais infecções e os avanços da medicina nos últimos séculos, é intuitivo que haja, atualmente, um controle eficaz dessas patologias dentro da sociedade brasileira. Entretanto, há um movimento contrário disso; identifica-se um acréscimo no número de infectados entre os jovens. Posto isso, pode-se questionar: qual a causa desse acréscimo? Quais as consequências disso?
Apesar da existência de diversos métodos profiláticos disponibilizados através dos avanços tecnológicos na área da saúde, nota-se uma banalização da necessidade dos mesmos. Isso se dá pela ineficácia dos sistemas de educação em propagar os ensinos básicos sobre saúde sexual. Dessa forma, o indivíduo não teme os riscos de uma relação desprotegida, já que não compreende, ao menos de forma exata, a gravidade dessa ação para si e para o outro. Através da desinformação, também se nota o abandono de tratamento pelos infectados, mesmo havendo suporte pelo Sistema Único de Saúde e hospitais privados.
Outro fator esse acréscimo é o tabu formado após a epidemia de HIV na década de 80. Por propagar a informação irreal de ser uma infecção transmitida apenas por indivíduos homossexuais, houve a transformação de DSTs para o sinônimo de “doença daquele que é homoafetivo” - com conotação negativa. Portanto, a censura social que encobre a educação sexual também revela a raíz cultural homofóbica dentro da sociedade brasileira. Essa censura, mesmo que velada, se torna um obstáculo à comunicação sobre os riscos da contração de uma infecção sexualmente transmissível.
Portanto, a necessidade de uma intervenção governamental em razão do aumento dessas infecções, é evidente. Para tanto, o Ministério da Educação deve proporcionar, junto à profissionais da saúde, palestras educativas em escolas, que viabilizem o entendimento de alunos - do ensino fundamental ao médio - sobre o avanço das ISTs, métodos preventivos e possíveis tratamentos. Em adição, deve-se inserir indivíduos do grupo LGBTQI+ nas palestras, para promover a visibilidade dos mesmos e minimizar os preconceitos enraizados, tais quais acetuam o tabu e dificultam o esclarecimento sobre a saúde sexual.