O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/03/2021

O séc. XX foi marcado pelo avanço Científico e Tecnológico. No âmbito da sáude, por exemplo, o desenvolvimento das camisinhas de látex e da pílula anticoncepcional contribuiu para solidificar a liberdade sexual tão aclamada pela juventude nos movimentos sociais do pós-guerra. Entretanto, mesmo com essas conquistas, o aumento e banalização de doenças sexualmente transmissíveis (DST´s), principalmente entre os jovens, gera impactos individuais e coletivos para a população tupiniquim.

Inicialmente é importante compreender que com o avanço da  farmacologia, o medo de contaminação por DST´s e o uso de camisinhas acabam sendo abandonados por grande parte dos jovens. Tal realidade culmina em índices alarmantes segundo o Ministério da Sáude, como o aumento exponencial de pessoas contaminadas por Aids e Sífilis- doenças que podem gerar: necessidade de medicação contínua, infetilidade, assim como prejuízos mentais e emocionais. Portanto a liberdade sexual dos jovens, arduamente conquistada, fica dessa forma comprometida.

Igualmente é necessário entender que as DST´s afetam não só a saúde como a autoestima e socialização dos doentes - vítimas, em sua maioria, de preconceitos e estigmas. Além dos prejuízos individuais as doenças sexualmente transmissíveis também são responsáveis por sobrecarregarem a sáude pública, afinal os gastos com tratamento são ao menos cinco vezes maiores do que as despesas com prevenção. Tal realidade mostra a necessidade de medidas para atenuar a problemática.

Destarte, o Ministério da Saúde em parceria com instituições educacionais- locais que concentram boa parte dos jovens, deve por meio de palestras, campanhas e aulas interdisciplinares, trazer desmistificações assim como informações sobre as DST´s e as consequências danosas inerentes a elas. Tal atitude certamente contribuira para a formação de uma juventude mais consciente e liberta das doenças sexualmente transmissíveis.