O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More - escritor e humanista do século XVI - o autor cria uma sociedade em perfeito funcionamento, contrastando sua existência com a realidade. De maneira análoga, o livro remete à contemporariedade, na qual o aumento de jovens infectados por ISTs contribui para o distanciamento de uma coletividade ideal. Sendo assim, não só a dificuldade de discussão sobre a vida sexual como também a política pública defasada acerca da problemática influenciam a persistência da mesma.
Vale ressaltar, de início que, a vida sexual de um jovem muitas vezes é considerada tabu para a sociedade. Dessa maneira, priva-se o nível de discussão seja ela no âmbito estatal, escolar ou familiar, limitando os jovens acesso à informação de maneira segura e legitimando o sentimento de vergonha em conversar sobre. É válido destacar, que em 2016 o Ministério da Saúde mudou a nomenclatura de DST (doenças sexualmente transmissíveis) para IST (infecções sexualmente transmissíveis), pois o individuo infectado pode transmitir sem sintoma algum. Com isso em mente, demostra mais ainda a necessidade de estimulo a discussões sobre causas e consequências para jovens se conscientizarem e periodicamente fazerem exames preventivos.
Concomitantemente, a política pública de incentivo e prevenção é falha visto que a sociedade mudou e a linguagem publica não, raramente sendo voltada para jovens. De acordo com o presidente da Associação Esperança e Vida, Roberto Geraldo da Silva “Hoje em dia, não adianta dizer ‘Use camisinha’. E acreditar que todo mundo vai aderir”. Sendo assim, nota-se uma divergência em como a informação chega ao receptor, faz se necessário uma campanha mais rígida com maior efetividade, mostrando os danos que as infecções causam. Logo, tais informações bem criadas alertam todos para que se conscientizem como também se previnam, a fim de evitarem conviver o resto da vida com esse contágio.
Em suma, cabe ao Estado, em parceria com Ministérios, como o da Saúde, promoverem alertas visando mostrar a população a importância do cuidado e do uso do preservativo através principalmente de novas campanhas e propagandas a fim que as pessoas se conscientizem e abram mais discussões sobre o tema em diversos ambientes. Assim, como proposto por Thomas More, a sociedade atingirá uma coletividade ideal.