O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 31/03/2021

Decretado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todas as pessoas o direito a saúde e ao bem-estar social. No entanto, os casos de doenças sexualmente transmissíveis se torna inviável o avanço de uma sociedade mais integra. Diante desse cenário, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

É importante destacar, que existe uma sensação de segurança cada vez maior entre os jovens brasileiros. Parece aceitavel que com os avanços da medicina cada vez menos se tem medo de certas doenças, especialmente as DSTs, no caso da AIDs, que já se sabe que duas pessoas foram curadas com tratamentos revolucionários. Nesse contexto, sabe-se que cada vez menos são utilizadas as camisinhas entre os adolescentes, uma prática muito perigosa, que sem dúvida influencia na grande quantidade de soropositivos no país, como fica evidenciado em uma pesquisa do Ministério da Saúde em 2019, que constatou que cerca de 920 mil pessoas são soropositivas no Brasil.

Tendo em vista que, hoje em dia, pessoas de todas as idades e classes sociais têm acesso a uma grande quantidade de conteúdo sexual, seja por meio da internet, Tv, cinema ou nos outdoors espalhados pelas ruas. Em razão disso tem se tornado cada vez mais comum a sucessiva redução da idade para a primeira relação sexual e a descoberta de que o prazer pode ser desvinculado dos relacionamentos afetivos, situações essas que quando não decididas de formas conscientes levam as  DSTs.

Dessa forma, é necessário que os Ministérios da Saúde e da Educação, não só reforcem as campanhas de prevenção e tratamento, por meio de atendimentos gratuitos e exames rápidos como também na distribuição de preservativos, e invistam na conscientização, por meio de propagandas nas redes sociais, palestras, filmes e documentários com abordagens científica sobre o assunto. Só assim, a juventude desenvolverá a responsibilidade necessária para evitar uma nova epidemia.