O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2021
É perceptível que o número de jovens brasileiros portadores de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) está em constante crescimento. Isso se deve ao fato de que a educação sexual ainda é um assunto pouco discutido nos ambientes escolares e a falta desse conhecimento faz com que certos cuidados necessários para a prevenção sejam tratados como dispensáveis. A falta de entendimento seguida pela falta de cautela pode resultar em doenças graves e até incuráveis. Assim, faz-se necessário analisar as dificuldades da situação e desenvolver meios para a erradicação da problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o principal fator responsável pelo aumento de ISTs entre os jovens é a falta de entendimento quanto aos riscos de obtenção e tratamento delas. Podemos observar tal situação na série Sex Education, quando um surto de clamídia atinge a escola onde a história se desenvolve, deixando todos em um estado de dúvida e nervosismo. A solução encontrada pelos personagens foi a realização de uma aula sobre a doença, mostrando que a desinformação é o verdadeiro problema. Assim como ocorre na série, é necessário que assuntos desse meio sejam esclarecidos e ensinados de forma mais ampla nos meios escolares. Se a educação sexual fosse algo presente na vida dos jovens brasileiros, um maior entendimento relacionado aos riscos de uma relação sexual desprotegida faria com que tal ato fosse cada vez mais raro.
Além disso, precisamos observar as consequências resultantes da escassez de informações e de medidas preventivas, como o inevitável impacto na saúde dos envolvidos. Embora algumas ISTs possuam a fama de serem facilmente curáveis, quando o tratamento é deixado de lado, elas podem gerar sequelas mais graves, como doenças cardiovasculares. Da mesma forma, também existem doenças naturalmente mais severas, como a AIDS, cuja cura ainda não foi descoberta e a sífilis, que pode ser transmitida para o feto durante a gravidez. Enquanto a necessidade do ensino da educação sexual for ignorada, as consequências de sua falta irão perdurar e esse estigma continuará em crescimento.
Desse modo, a fim de que o aumento de ISTs entre os jovens brasileiros seja contornado, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, inclua na base nacional comum curricular aulas de educação sexual, trazendo conteúdos relevantes e profissionais especializados. Assim, com o conhecimento prévio dos riscos e cuidados necessários, os jovens terão o entendimento necessário e poderão se prevenir. Somente compreendendo estes fatos se tornará possível uma diminuição no número de casos de ISTs entre os jovens no país.