O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2021
Segundo Tati Bernardi, “A coisa que mais me deixa com medo são aqueles raros momentos em que não sinto medo de nada.”. De maneira análoga a sociedade brasileira, o crescente número de jovens brasileiros que apresentam DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) — no entanto, o termo foi atualizado para ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), pelo Ministério da Saúde — aumenta gradativamente na nação brasiliense. “Todos os dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são contabilizados no mundo mais de 1 milhão de casos de ISTs entre pessoas de 15 a 49 anos. E essas doenças estão em alta no Brasil, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde.”, divulgou o jornal G1, o que envidência a falta de conhecimento sobre essa pauta, além da banalização desse tópico na contemporaneidade.
Dentre esses aspectos, a carência de informação é um grito lancinante de um corpo social sem a infraestrutura adequada que permita o acesso à educação sobre este tema. Dados publicados pelo jornal, Brasil de Fato, indicam que mais de 55% da população brasileira nunca fez o teste de ISTs, sendo assim, indivíduos que possuem alguma IST contribuem para a proliferação dessas infecções em território brasileiro. Dessa forma, pode compreender-se que a escassez de debate sobre esse conteúdo agrega em uma coletividade sem responsabilidade civil.
Ainda convém lembrar que a mediocrização dessa temática é um atenuador do problema, o que o impede de ser resolvido. A imprudência de jovens brasileiros é um catalisador do assunto, segundo Valéria Paes, por não terem vivenciado terrores no passado, como morte por complicações com AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, traduzido do inglês), a população juvenil tornou-se desacautelada. Assim, o aumento da ISTs nesse público revela a falta de preocupação entre eles e a necessidade de modernização da abordagem de uso de preservativos.
Portanto, observando os fatos apresentados revela-se que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Consequentemente, a atribuição da educação sexual, através do Ministério da Educação, em escolas necessita ser obrigatória a fim de mostrar a importância de métodos contraceptivos e os resultados de infecções e doenças sexuais e os danos que causam. Ademais, os Ministérios da Saúde e da Cidadania devem dispor campanhas relacionadas à nova geração, dispondo de propagandas em redes sociais que abrangem o grupo populacional mais jovem. Como Immanuel Kant disse “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”.