O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2021
Gonorreia, sífilis, clamídia, tricomoníase e HIV, são algumas infecções transmissíveis através, mas não exclusivamente, do contato sexual desprotegido. Apesar da listagem extensa, dos danos que podem suscitar e pela facilidade do acesso a informação, os números de casos de infecções e doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas como ISTs e DSTs, entre os jovens não para de aumentar. A cultura de retração familiar e escolar por pura desinformação e tabu levam ao jovem a procurar informações no meio pornográfico, trazendo consequências tanto individuais como coletivas.
Inicialmente, é importante termos claro que as salas de aula são grandes formadoras de opinião e construção do indivíduo perante a sociedade, mas culturalmente deixa de lado assuntos tão importantes como é o caso da sexualidade. Isso gera um entrave nos corpos familiares quando é necessário tratar dessa temática. O sexo como tabu gera desafios de proporções inimagináveis, refletindo na saúde pública.
Por outra perspectiva, é observável milhares de jovens recorrendo a meios pouco eficientes e não educativos - a pornografia - para entender melhor a si mesmo e aquilo que o aguarda. Segundo o filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, o maior erro que o ser humano pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem, e é exatamente o que acontece por excesso de desinformação. Esse alto consumo imprime na cabeça do jovem ideias ilusórias de sexo e do que é prazeroso, como o desuso da camisinha, além de subconscientemente criar objetificações e padrões corporais não condizentes com a realidade.
Deste modo, para que os jovens cresçam bem direcionados e protegidos, é preciso que o Ministério da Educação inclua nas grades escolares, de nível fundamental e médio, a educação sexual como disciplina obrigatória, espalhando informações corretas a fim de que as infecções de níveis sexuais e a procura por pornografia venham a diminuir consideravelmente ao longo dos anos. Em complemento, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas midiáticas mais atrativas ao público jovem, por meio de redes sociais e investimentos em influenciadores digitais com o propósito de levantar o interesse do público-alvo em debater sexo.